25 anos de um dos atos terroristas mais graves em Israel

22 de janeiro de 1995, domingo, 9 horas da manhã, primeiro dia após o fim de semana, quando as pessoas voltam ao trabalho, as crianças para a escola e os soldados às suas bases. Um grupo de soldados aguarda pelo transporte na Beit Lid Junction – um ponto de referência bem conhecido em direção a Netanya e um importante cruzamento entre Tel Aviv e Haifa, na rodovia 4.

Um homem-bomba, vestido com uniforme da IDF entre os soldados, explode o cinturão  que usava com cerca de 100 kg de explosivo. Nove soldados mortos no local! Três minutos depois um segundo terrorista se explode entre os feridos, soldados e transeuntes que foram socorrer as vítimas da primeira explosão. Nesta explosão, as vidas de mais nove soldados foram ceifadas.

Este foi um dos ataques terroristas mais graves perpetrados contra o Estado de Israel. 22 israelenses mortos (19 soldados e um civil mortos na explosão) e dois soldados, duas semanas depois, vítimas dos ferimentos causados pelos explosivos e 66 civis feridos.

O primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, visitou o local do atentado no dia seguinte, caminhando a poucos metros de uma mochila contendo uma terceira bomba. A bomba foi deixada lá por um terceiro homem-bomba, Shahdi Abed al-Rahim, que nunca chegou ao cruzamento. A bomba foi recuperada e forneceu aos investigadores mais evidências sobre os autores.

Após o ataque, um monumento temporário foi erguido na junção de Beit Lid. Em 2006, o monumento foi transferido e faz parte do principal memorial a cerca de 800 metros a leste do cruzamento. O monumento, concebido pela artista Sarah Conforti, é composto por 22 figuras subindo uma escada de 28 metros, em direção ao céu.