Hackers publicam lista com 600 nomes ligados ao Mossad
Um grupo de hackers iranianos publicou uma lista com 600 pessoas ligadas ao Mossad, informou neste sábado o canal libanês Al-Mayadeen, vinculado ao Hezbollah e ao governo iraniano.
Segundo a reportagem, todos os agentes do Mossad têm ligações com um homem conhecido como Mehrdad Rahimi, que atua como representante do Mossad no Irã e está envolvido em “semear o caos e o terror”.
O ministro do exterior da Turquia, Hakan Fidan, acusou o Mossad de interferir nos protestos no Irã. “Esses protestos, que surgiram de queixas legítimas, estão sendo manipulados pelos adversários do Irã no exterior. O Mossad não esconde isso”, afirmou em entrevista publicada esta noite na TRT. “Eles estão usando as queixas para incitar o povo iraniano contra o regime iraniano. Não vejo o resultado que Israel espera. O povo iraniano não deve sofrer ou ser atacado de forma alguma. As questões atuais devem ser resolvidas o mais rápido possível por meio de negociações, especialmente com os EUA e o Ocidente. Em outras palavras, o apoio de Israel por meio de protestos deve ser impedido. Estamos prontos para agir por todos os meios possíveis nessa questão”.
No início deste mês, o mesmo grupo de hackers, conhecido como “Handala” e famoso por seus ataques em série contra alvos cibernéticos israelenses, afirmou ter invadido o telefone da ex-ministra Ayelet Shaked. O grupo publicou 208 páginas com os supostos contatos de Shaked, incluindo alguns de “alto perfil”, e dezenas de registros de redes sociais extraídos do aparelho, sob o título: “Os Segredos da Rainha”.
Este caso é o mais recente de uma onda de invasões a telefones de altos funcionários israelenses no último mês. O celular do ex-primeiro-ministro Naftali Bennett foi invadido há algumas semanas pelo grupo Handala, e sua lista de contatos foi vazada online. Ela inclui quase cinco mil contatos, entre eles figuras atuais e antigas do alto escalão do setor de segurança, além de funcionários do Mossad e do Shin Bet, políticos de alto escalão em Israel e no mundo todo, combatentes de unidades de elite, jornalistas, diplomatas e familiares de soldados sequestrados e mortos em combate.
O mesmo grupo também reivindicou a invasão do telefone do chefe de gabinete do primeiro-ministro, Tzachi Braverman.
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O grupo iraniano ameaçou recentemente distribuir materiais de outros políticos israelenses como Benny Gantz, Yoav Galant, Itamar Ben Gvir e Tali Gottlieb.
A comunidade de inteligência em Israel e em outros países está monitorando as manifestações no Irã e se elas estão se aproximando de um ponto crítico que ameace a estabilidade do governo. A edição desta sexta-feira do noticiário da TV Kan, relatou que fontes em Israel acreditam que o bloqueio da internet, que já dura cerca de 24 horas, é um sinal de crescente preocupação dentro do regime.
No 14º dia de protestos no Irã, o jornal britânico The Telegraph noticiou nesta manhã que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, colocou os serviços de segurança do país em alerta máximo, mais severo do que na recente guerra contra Israel. Segundo a reportagem, as “cidades de mísseis”, localizadas no subsolo, foram ativadas para lidar com uma ameaça externa.
Fonte: Revista Bras.il a partir de Kan
Foto: Canva

