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Israel ataca o Hezbollah e Irã fechar Ormuz

As FDI concluíram, nesta quarta-feira, a maior onda de ataques no Líbano desde o início da Operação “Rugido do Leão”, atacando cerca de 100 quartéis-generais e infraestruturas militares da organização Hezbollah.

Entre os alvos estavam quartéis-generais de inteligência, infraestrutura de lançamento e instalações da Força Radwan.

As FDI informaram que a operação denominada “Eterna Escuridão” foi lançada com dezenas de caças após as condições operacionais estarem favoráveis.

O diretor-geral da Cruz Vermelha Libanesa disse ao canal catariano Al-Arabi que há centenas de mortos e feridos. “Estamos procurando sob os escombros em todo o Líbano”.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, condenou os ataques israelenses. “Embora tenhamos saudado o acordo entre o Irã e os EUA, Israel continua a expandir seus ataques”, afirmou.

Ele prosseguiu com as acusações, dizendo: “Israel está ignorando todos os esforços para pôr fim à guerra e violando os princípios do direito internacional, que nunca respeitou. Apelo a todos os amigos do Líbano para que nos ajudem a impedir esses ataques de todas as maneiras possíveis”.

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Em Beirute, foi noticiado que o xeque Sadeq al-Nabulsi, um xeque xiita e doutor em ciências políticas ligado ao Hezbollah, foi morto num ataque em Sidon. Nabulsi também escrevia para o jornal Al-Akhbar, afiliado ao Hezbollah.

O canal saudita Al-Hadath informa que Nabulsi é irmão de Muhammad Afif, que era porta-voz e chefe de propaganda do Hezbollah. A Comissão Europeia apelou a Israel para que cesse imediatamente as suas operações no Líbano.

As FDI declararam que não têm qualquer ligação com a data do cessar-fogo com o Irã e que este não é um “golpe final”. O exército deixou claro que continuará a atacar o Hezbollah até receber ordens para parar.

O chefe do Estado-Maior, major-general Eyal Zamir, afirmou no momento do ataque na trincheira: “Continuaremos a atacar a organização terrorista Hezbollah e esgotaremos todas as oportunidades. Não vamos comprometer a segurança dos residentes do norte. Continuaremos a atacar sem cessar”.

O ataque ocorreu depois de, hoje mais cedo, um porta-voz das FDI ter emitido um comunicado esclarecendo que os combates contra o Hezbollah continuariam. “De acordo com as instruções da cúpula política, as FDI suspenderam os disparos na campanha contra o Irã e estão em alerta máximo de defesa, prontas para responder a qualquer violação. No Líbano, as FDI continuam seus combates e operações terrestres contra o Hezbollah”, dizia o comunicado.

Uma fonte oficial libanesa disse à agência de notícias turca Anadolu que o presidente Joseph Aoun está negociando a inclusçao do Líbano no acordo de cessar-fogo entre o Irã e os EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na noite passada que concordou com um cessar-fogo de duas semanas. Em uma publicação na rede social “Truth”, Trump anunciou que, após as negociações com o Paquistão e na sequência do acordo do regime iraniano para abrir imediata, completa e seguramente o Estreito de Ormuz, ele concordou em “suspender os bombardeios e ataques ao Irã por um período de duas semanas”.

O comunicado afirmava que “os EUA anunciaram seu compromisso em alcançar esses objetivos, compartilhados pelos EUA, Israel e os aliados regionais de Israel, no âmbito das próximas negociações”. Também foi esclarecido que o acordo provisório “não inclui o Líbano”.

No fechamento desta edição a Agência de Notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionáriao Islâmica, divulgou que o Irã fechou mais uma vez o Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de petroleiros, em retaliação aos ataques israelenses contra o Hezbollah.

Segundo diversas fontes do setor marítimo, petroleiros que tentavam transitar pelo estreito receberam mensagens ameaçadoras da Marinha iraniana. “Qualquer embarcação que tente navegar no mar será alvejada e destruída”. dizia a mensagem.

O Irã informou, também, oficialmente, aos mediadores que não participará das reuniões de negociação, marcadas para sexta-feira, até que um cessar-fogo seja estabelecido no Líbano.

Fonte: Revista Bras.il a partir de Kan e The Jerusalem Post
Foto: FDI

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