Israelenses e brasileiros vão ter que esperar

Os israelenses e os brasileiros se encontram entre aqueles que não poderão entrar nos estados membros da União Europeia, devido ao aumento das taxas de infecção por coronavírus, quando as fronteiras voltarem a abrir, informou o diário francês Le Monde, no sábado.

Segundo um comunicado publicado pelo jornal, Estados Unidos, Rússia, Turquia e Arábia Saudita também estão na lista de países considerados em uma situação mais grave que a maioria das nações europeias e, por isso, os viajantes desses países não serão admitidos no bloco.

No início deste mês, um avião israelense, realizou o primeiro voo comercial para Chipre, depois de uma proibição de 11 semanas. No entanto, Israel viu um aumento nas infecções por vírus, informa o The Times of Israel.

Segundo o diário Haaretz, o Ministério de Relações Exteriores está preocupado que Israel esteja baixando na classificação mundial de países para acordos de turismo recíproco.

O informe do Le Monde cita que visitantes da Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Nova Zelândia, Ruanda, Tailândia, Uruguai, Argélia, Marrocos, Tunísia, Geórgia, Montenegro e Sérvia podem visitar os estados membros da UE.

Para efeito de viagem, a Grã Bretanha continua como membro da UE até o período final de transição posterior ao Brexit. Quatro países não são pertencentes à UE mas são membros da zona Schengen, o bloco livre de passaportes.

O primeiro ministro Benjamin Netanyahu disse no início deste mês que Israel abria os voos aéreos com outros países que têm baixas taxas de infecção, incluindo Grécia e Chipre, no entanto, desde então, as infecções em Israel têm aumentado.

No início de junho, o presidente cipriota, Nicos Anastasiades, cancelou uma visita programada a Jerusalém, com a nação-ilha do Mediterrâneo expressando sua preocupação pelo aumento dos números de coronavírus em Israel.

Os representantes da UE discutiram, durante dias, a elaboração de uma lista de critérios para a reabertura das fronteiras, e os estados envolvidos estão preocupados com a confiabilidade dos dados de coronavírus, especialmente da China.

Fontes disseram à AFP que os governos nacionais tinham até sábado à tarde para avaliar a lista de países. A maior resistência pela aprovação de uma lista veio de países como Portugal e Grécia, destinos turísticos que esperam ainda salvar as férias de verão.

Os países que são altamente dependentes do turismo “querem reabri-lo o máximo e o mais rápido possível”, diz o diplomata da UE à AFP. “Os outros são reticentes em se mover rapidamente para salvar as oito semanas da temporada turística, por mais importante que seja”.

As viagens não essenciais ao bloco foram proibidas desde março e as restrições diminuirão gradualmente a partir de 1º de julho, à medida que a pandemia recuar, pelo menos na Europa.

O que for decidido em Bruxelas será apenas uma recomendação, mas o controle de fronteiras segue uma prerrogativa nacional e, no final, os governos podem seguir seu caminho.

Alguns membros da UE queriam limitar a reabertura a países com uma situação epidemiológica “comparável ou melhor” do que o bloco, ou seja, com 16 casos ou menos de COVID-19 por 100.000 habitantes nas últimas semanas.

No entanto, os critérios baseados apenas na saúde colidiram com a geopolítica, e alguns países estão receosos de proibir os Estados Unidos mas permitir a entrada de visitantes da China, onde a pandemia começou.

Um cenário possível seria atualizar a lista a cada semana, o que permitiria uma rápida eliminação de países proibidos à medida que a pandemia evolui.

Atualmente, os Estados Unidos são o país mais afetado pelo COVID-19, com mais de 121.000 mortes, embora a Europa acredite que tenha superado seu pico. Mais de 2,3 milhões de casos foram confirmados nos Estados Unidos, e vários estados do sul e oeste estão experimentando situação difícil.

Reprodução autorizada por: ©EnlaceJudío

Foto: Iakovos HATZISTAVROU / AFP. Yiannis Karoussos (C), ministro de Transporte, Comunicações e Obras de Chipre, saúda o primeiro passageiro que chegou de Israel ao Aeroporto Internacional de Larnaca, Chipre, 9 de junho de 2020.

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