Israelenses gastam NIS 1 bi na véspera de Pessach
Enquanto o espaço aéreo permanece parcialmente bloqueado e as tensões de segurança atingem o ápice, parece que o público israelense optou este ano por direcionar sua energia (e seu dinheiro) das plataformas do Aeroporto Ben Gurion para as filas dos caixas dos supermercados e lojas.
Dados da empresa Sheba revelam que a véspera da noite do Seder (quarta-feira) bateu todos os recordes de compras dos últimos anos, apesar da operação “Rugido do Leão” e dos lançamentos remotos.
Os números registrados nos sistemas foram surpreendentes em sua magnitude: somente entre 8h e 15h, os israelenses gastaram a quantia estimada de NIS 1,015 bilhão em cartões de crédito. Isso representa um aumento expressivo de 11,3% em comparação com a véspera de Pessach do ano passado (5775), quando os gastos totalizaram aproximadamente NIS 912,3 milhões. Comparado à véspera da Páscoa judaica de 5774 (2024), quando os gastos foram de apenas cerca de NIS 679,8 milhões, trata-se de um salto meteórico de aproximadamente 50% em um período de dois anos.
O ritmo das transações indicou uma demanda excepcionalmente alta, especialmente nas redes de varejo e lojas. Durante os horários de pico, mais de 18.000 transações foram registradas em um minuto. O momento de pico mais dramático foi registrado às 12h29, quando compras totalizando aproximadamente NIS 5,62 milhões foram feitas em apenas 60 segundos, um número que ilustra uma verdadeira corrida aos caixas às vésperas do feriado.
O quadro que emerge dos dados é complexo: por um lado, uma realidade de segurança repleta de incertezas; por outro, uma atividade de consumo recorde. Parece que a drástica redução de voos internacionais e o fato de centenas de milhares de israelenses terem permanecido no país, este ano, contribuíram diretamente para o aumento dos gastos com compras.
Para o consumidor israelense, a necessidade de manter a rotina das festas familiares superou as preocupações com a segurança. A combinação da inflação dos preços dos alimentos com a necessidade de “consumo reconfortante” e grandes recepções em casa fez da festividade de Pessach de 2026 uma das festas mais caras e movimentadas da história de Israel.
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No fim, apesar das ameaças, os israelenses provaram que sua resiliência se expressa na mesa do Seder e em seus cartões de crédito.
Fonte: Revista Bras.il a partir de C14
Foto: Canva

