Judeus do mundo, orgulhem-se!

Por Marcos L Süsskind

Temos muitíssimo para nos orgulhar. Há cerca de 75 anos, acabava a II Guerra Mundial. Um de cada três judeus foi exterminado, todos os grandes centros de intelectualidade judaica destruídos, as lideranças espirituais, comunitárias e filantrópicas assassinadas,

3,5 milhões de judeus já aprisionados sobreviveram diretamente ao massacre. Praticamente todos sem família, sem propriedades, sem meios de subsistência. Quase 2 milhões sem um documento sequer !

Apenas três anos mais tarde estes verdadeiros farrapos humanos criaram uma nação para si e seus descendentes. Não se viu judeus perambulando pelo mundo como refugiados, não se viu judeus se armando contra seus algozes, não se viu judeus explodindo ônibus na Alemanha, metrô na Polônia, edifícios públicos na Hungria ou mercados na Áustria – todos estes foram parceiros voluntários do Nazismo. Ao contrário, os judeus resolveram refazer suas vidas, sem ódio recomeçar do zero nos países que os  acolheram, trabalhar duro. Médicos tornaram-se mascates, advogados viraram pedreiros, professores viraram alfaiates e todos buscaram e conseguiram se reerguer.

Uma parte destes desterrados, órfãos, viúvos, sem família, famintos e sedentos se dedicaram a criar uma nação, uma velha nova nação nas cinzas deixadas por Nabucodonosor, por Antíoco Epifânio, por Tito, pelos bizantinos, cruzados, mamelucos, otomanos e principalmente pelo sanguinário inominável que deflagrou a II Guerra Mundial e pretendeu eliminar o povo judeu da face da Terra.

E agora, quando este pequeno imenso país completa 72 anos de vida, cabe trazer alguns motivos de orgulho.

Em 2019, no Campeonato Mundial de Lacrosse no Canadá, as atletas israelenses descobriram que suas adversárias do Quênia jogariam de tênis porque não tinham dinheiro para comprar calçados profissionais. Imediatamente fizeram uma “vaquinha”, mediram os pés das adversárias e o pai de uma das israelenses correu para comprar calçados profissionais com travas para as adversárias!

A Prefeitura de Holon ligou para minha casa para perguntar o que nos falta durante o confinamento – remédio, alimentos e até dinheiro. Inúmeras outras Prefeituras fizeram o mesmo com seus idosos.

A série Israelense Prisioneiros de Guerra foi considerada a melhor série da década, tendo inspirado também a Homeland Norte Americana. A série Fauda também está entre as dez melhores da década.

Foi em Israel que se inventou o Notebook graças ao processador de baixa emissão de calor, o telefone celular, o conector USB, o Pen Drive e a impressora a Jato de Tinta.

O tomate cereja, a criação no deserto de lagosta e camarão e a plantação de batata em areia irrigada por água salobra também são inventos israelenses. Países paupérrimos da África alimentam boa parte de sua população com estes inventos.

O sistema Verbit de transcrever voz para texto em tempo mínimo é adotado por Harvard e Stanford para criar apostilas imediatamente após as aulas.

Israel é o primeiro país (e muitas vezes o único) a oferecer ajuda voluntária em catástrofes, tendo salvo algumas dezenas de milhares de pessoas após terremotos, desabamentos e tsunamis no Japão, Turquia, Tailândia, Haiti, México, Cambodja, Armênia, Croácia, Romênia e outros. Estiveram também no Brasil (foi o único país a enviar ajuda) porém a característica do mar de lama infelizmente não permitiu salvar vidas.

O primeiro avião a energia elétrica a voar com sucesso é israelense. Aprovado em testes feitos em Israel, França e Inglaterra, deverá ser produzido em série já em fins de 2021. Capaz de levar 2 tripulantes e 11 passageiros com 800 km de autonomia.

O único remédio para Alzheimer com bons resultados é invenção israelense. O mesmo com remédio para Esclerose Múltipla – Copaxone e Azilect.

Na crise de coronavírus, Israel enviou diversos aviões a todos os continentes para trazer seus cidadãos de volta para casa. Nenhum israelense que desejasse voltar ficou sem ajuda.

Um país com área de Sergipe e população 30% menor que a cidade de São Paulo, Israel tem mais empresas unicórnio que Alemanha, França e Austrália somadas. E só a China ultrapassa Israel com mais empresas listadas na Nasdaq. Israel está à frente de todos os países europeus.

Circundado por inimigos e tendo inúmeros movimentos terroristas ameaçando o país, Israel tem a maior média mundial de jovens que terminaram o colegial e provavelmente a maior percentagem mundial de cidadãos que viajam ao exterior.

Sim, temos muito do que nos orgulhar – tal como um fênix, o povo judeu mais uma vez renasceu das cinzas. E como diz um ditado comum entre os judeus: “Tentaram nos enterrar mas esqueceram que somos sementes”.

12 thoughts on “Judeus do mundo, orgulhem-se!

  • Pingback: Judeus do mundo, orgulhem-se! - Rede Israel

  • 29 de abril de 2020 em 02:56
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    Eu me orgulho de ser judia
    Eu me orgulho de Israel ser o país q é.
    E me orgulho dos amigos q tenho, entre eles
    Este q escreveu este artigo.
    Obrigada

  • 29 de abril de 2020 em 03:19
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    O exemplo que os judeus legaram ao mundo não deve ser esquecido – muito ao contrário, deve servir como exemplo a outras nações menos desenvolvidas. Herdaram um pedaço de terra desértica e nele edificaram uma nação próspera, pujante. Vemos, com tristeza, na África, inúmeros países com vastos territórios lutarem contra a fome e a miséria, tendo rios caudalosos correndo em suas terras agriculturáveis durante todo o ano.

    Que venham mais setenta e dois anos de pujança e crescimento constante ao querido e irmão povo de Israel!

  • 29 de abril de 2020 em 03:22
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    Parabéns a todos este maravilhoso povo de um pequeno território, mas gigante como nação .

  • 29 de abril de 2020 em 04:30
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    Eu me orgulho de meus amigos judeus. Todos amigos fiéis e sempre solidários

  • 29 de abril de 2020 em 10:59
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    Eu Me Emociono e ao Mesmo Tempo me Encanto, ao Tomar Conhecimento das Histórias de Superação do Sofrido Povo Israelense. Exemplo a Ser Seguido em Diversos Sentidos!!! Já Visitei Israel e Pretendo Voltar, Eu Fiquei Maravilhada por Todos os Lugares por Onde Passei!!!
    B’H!!!

    • 30 de abril de 2020 em 01:02
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      Muito me orgulho de ser um judeu sefard , descendente da parcela mais perseguida e espezinhada da diáspora , sempre defendi Israel em todos os fóruns que participei e sempre defenderei . O anti semitismo ainda é latente entre os mal informados e mal intencionados . Amo meu povo com fervor ; viva Eretz Israel !

  • 29 de abril de 2020 em 14:13
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    Estimado Marcos. O teu texto está cristalino e conciso mostrando o legado que Israel em 75 anos construiu para a humanidade. Os sobreviventes do Shoá souberam valorizar as nações que os receberam O diferencial para o rancor é que nunca pensaram em realizar atividades terroristas que nada contribuem para a convivência de nações e pessoas Am Israel Chai

  • 29 de abril de 2020 em 17:55
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    Estou cada vez mais
    IEUDI!!!e 100%israel beiteno!!!
    Com muito orgulho !!!!

  • 29 de abril de 2020 em 20:04
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    Como expressar todo amor e orgulho por este povo valoroso? É simples: Am Israel Chai!

  • 30 de abril de 2020 em 04:43
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    Pela convivência com amigos judeus, percebi que o sucesso desse povo está na unidade racial, na dedicação ao trabalho e no espírito de solidariedade.

  • 3 de maio de 2020 em 19:49
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    Tenho uma profunda admiração pelo povo judeu. Minha família não é judia, mas pelo sobrenome da minha mãe BENINI parece que há descendência…
    Conheço um pouco desta história, começando pelos relatos da Bíblia, seguindo ao longo dos tempos das centenas de anos de peregrinação pelos mundo.
    O povo judeu é único e acredito que seja O escolhido por DEUS.

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