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MSF aceita entregar lista de funcionários palestinos

Como medida excepcional, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) concordou em fornecer a Israel uma lista completa de seus funcionários palestinos e internacionais, a fim de poder retomar as operações em Gaza e na Samaria e Judeia.

A MSF fez o anúncio no sábado, pouco mais de três semanas depois de Israel ter anunciado a proibição de 37 ONGs operarem na Palestina por não terem se registrado a tempo. O ministro dos Assuntos da Diáspora e do Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli, também afirmou que investigações de segurança determinaram que funcionários de certas organizações internacionais que operam em Gaza estavam diretamente envolvidos em atividades terroristas.

Inicialmente, a MSF recusou-se a fornecer tal lista, alegando questões de segurança de sua equipe.

No entanto, no domingo, confirmou que, para evitar “ser forçado a suspender nossas operações no Território Palestino Ocupado a partir de 1º de março de 2026” e “após exigências descabidas para entregar informações pessoais sobre nossa equipe”, está preparada para compartilhar uma lista com os nomes de funcionários palestinos e internacionais, sujeita a parâmetros claros para a segurança da equipe.

Acrescentou, ainda, que esta medida foi tomada após extensas discussões com os seus colegas palestinos e só será concretizada com o acordo expresso das pessoas envolvidas.

A MSF enfatizou que sua prioridade continua sendo a segurança de sua equipe, enquanto “continua a fornecer assistência médica essencial e independente para palestinos em extrema necessidade na Samaria, Judeia e em Gaza”. Desde 1º de janeiro de 2026, todas as chegadas de funcionários internacionais da MSF a Gaza foram negadas e todos os seus suprimentos foram bloqueados.

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“Israel, conscientemente, colocou a MSF e nossos colegas palestinos diante de uma escolha impossível: ou fornecemos essas informações ou abandonamos as centenas de milhares de palestinos que precisam de cuidados médicos vitais”.

A MSF afirma que 15 de seus funcionários foram mortos desde outubro de 2023.

Israel, no entanto, alega que a MSF manteve ligações ativas com organizações terroristas designadas e “praticou a promoção de uma narrativa anti-Israel extrema sob o pretexto de atividade humanitária”.

Segundo documentos do ministério, um funcionário da MSF em Gaza, Fadi al-Wadiya, foi identificado como um importante operativo da Jihad Islâmica e especialista em sistemas de foguetes, conforme evidenciado no relatório da MSF Bélgica e corroborado por publicações das FDI. Outro membro da equipe, Mahmoud Abu Nejeila, expressou publicamente apoio à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).

Os documentos também afirmavam que, “apesar das solicitações repetidas e explícitas”, a organização não forneceu total transparência em relação às identidades, funções e atividades desses indivíduos.

Isso significa que nenhuma das quatro filiais da organização, MSF Espanha, Bélgica, França e Holanda, forneceu ima listas completas de funcionários, incluindo detalhes dos funcionários palestinos, conforme explicitamente exigido pelas diretrizes de registro.

A organização MSF França também foi acusada de pedir o fim do apoio militar a Israel, bem como do apoio público a eventos do movimento BDS.

Segundo a atual regulamentação de Israel, as licenças podem ser revogadas pelos seguintes motivos: participação em esforços para deslegitimar o Estado de Israel, guerra legal contra soldados das FDI, negação do Holocausto e negação do massacre de 7 de outubro. Ou seja, a revogação é explicitamente permitida para organizações que são ativamente a favor do Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS), sendo esse o caso da MSF.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Jerusalem Post
Foto: Wikimedia Commons

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