Não haverá desabastecimento, afirma o governo

O Ministério da Saúde de Israel assegura que não haverá escassez de alimentos e que os supermercados permanecerão abertos em todo o país, em meio a relatos de que as pessoas estavam invadindo lojas para estocar mercadorias.

“Cidadãos de Israel, os supermercados permanecerão abertos, ponto final”, disse o diretor-geral do ministério Moshe Bar Siman-Tov em comunicado à tarde. “Não há por que invadi-los. O sistema está se preparando [para restrições mais amplas], mas em qualquer cenário possível os supermercados permanecerão abertos. Peço ao público que aja de forma responsável e siga as instruções das autoridades relevantes”.

Os comentários foram feitos em meio a inúmeras reportagens sobre um ataque de clientes em pânico nas lojas abertas no Shabat, com fotos de longas filas e prateleiras vazias nas redes sociais e sites de notícias.

Avshalom Vilan, secretário-geral da União dos Agricultores de Israel, também pediu calma. “O setor agrícola de Israel é capaz de fornecer todos os produtos frescos: vegetais, frutas, carne, ovos e laticínios”, twittou. “Não faltam importações de arroz, açúcar e carne. Mesmo que nos próximos dias as pessoas sejam convidadas a ficar em casa, todas as lojas de alimentos estarão abertas e nossos produtos continuarão a fluir como de costume.”

Uma porta-voz do primeiro-ministro, Shir Cohen, também destacou que não há necessidade de estocar. “As fábricas de alimentos de Israel continuam e continuarão a operar como de costume. As redes de supermercados têm grandes lojas. As importações de alimentos para Israel continuam. Tudo isso leva a estoques extensos, portanto, não há necessidade ou justificativa para estocar alimentos.”

A rede Shufersal disse que abriria 150 lojas no final do sábado, enquanto a rede Victory disse que abriria mais seis lojas, além das cinco usuais que abrem nas noites de sábado. Rami Levy não abrirá supermercados até domingo, informou o Canal 12, e as outras redes ainda estão deliberando.

A pressa de acumular alimentos e itens de necessidades básicas ocorreu em meio a relatos de que o governo poderia drasticamente apertar medidas para combater a disseminação do coronavírus no país no próximo dias – e possivelmente tão cedo quanto na noite de sábado – embora as deliberações sobre o assunto ainda estivessem em andamento.

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