Protestos marcam Dia de Solidariedade ao Povo Palestino
Protestos por toda a Europa marcaram o “Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino”, instituído pela ONU, com grandes manifestações em Roma e Londres e apelos para banir Israel do Festival Eurovisão da Canção.
A data comemorativa anual é celebrada em 29 de novembro, data em que a Assembleia Geral da ONU aprovou o plano de partilha da Terra de Israel em 1947. Duas das maiores manifestações de sábado ocorreram em Roma e Londres. Outros protestos foram realizados em Paris, Atenas, Lisboa, Dublin e Belfast.
Imagens divulgadas na noite de sábado mostraram dezenas de ativistas anti-Israel invadindo uma loja da Zara em Manhattan, na sexta-feira, durante a Black Friday, agitando bandeiras palestinas e gritando: “Eles estão financiando o genocídio”, “A Zara é uma empresa genocida” e “Palestina Livre!”.
Cerca de 70 ativistas entraram na loja e quatro foram presos. Mais tarde, manifestantes protestaram em frente às lojas da Apple e da Microsoft. Durante o fim de semana, ativistas pró-Palestina também se reuniram na Itália durante uma greve nacional, protestando contra o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni por seu apoio a Israel e pelo plano da coalizão de direita de aumentar os gastos com defesa.
Uma faixa em Roma rotulava Meloni como “parceira do genocídio”. Outra faixa erguida na manifestação continha uma mensagem antissemita e dizia: “Sede de sangue e dinheiro”.
O protesto em Roma contou com a presença da ativista climática Greta Thunberg, que participou de uma flotilha para Gaza e foi presa em Israel, do brasileiro, Thiago Dávila, que também esteve na flotilha e também foi preso e de Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os direitos humanos nos territórios palestinos. “Como relatora especial para os territórios palestinos, é necessário estar aqui porque em Gaza, na Palestina, o genocídio palestino continua”, disse Albanese no protesto.
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“Os cidadãos estão perguntando: o que podemos fazer?”, acrescentou ela. “Cidadãos de bem devem boicotar Israel. As empresas devem reduzir seus investimentos, e o Estado deve impor um embargo de armas a Israel e aplicar sanções. Não pode haver espaço para injustiça. Este é o momento de defender e restaurar o respeito pelo direito internacional e pela justiça internacional”.
A Reuters informou que cerca de 10.000 manifestantes participaram do protesto pró-Palestina em Londres no sábado. Durante a marcha, foram ouvidos apelos para impedir a participação de Israel no Festival Eurovisão da Canção. Até o momento, cinco países – Holanda, Espanha, Eslovênia, Islândia e Irlanda – pediram a exclusão de Israel da competição devido às suas ações em Gaza. Israel afirmou que não se retirará. Os líderes da União Europeia de Radiodifusão devem se reunir em Genebra para discutir o assunto.
Fonte: Revista Bras.il a partir de Ynet
Foto: Captura de tela DWS

