Setor da aviação recomenda o fechamento do espaço aéreo
Profissionais do setor de aviação recomendaram que a ministra dos Transportes, Miri Regev, feche imediatamente o Aeroporto Ben Gurion, tendo em vista os lançamentos contínuos do Irã pelo 23º dia consecutivo, às vésperas de Pessach e da Páscoa cristã, e que permita apenas voos essenciais.
Uma discussão importante está prevista para esta noite no Aeroporto Ben Gurion, com a participação de todos os níveis do setor e da segurança, incluindo o diretor da Autoridade de Aviação Civil, Shmulik Zakai, e a diretora-geral da Autoridade Aeroportuária, Sharon Kedmi.
Na pauta a decisão das autoridades de recomendar o fechamento do aeroporto, permitindo apenas voos essenciais.
A recomendação surge num momento em que as companhias aéreas comerciais demonstram interesse em aumentar o número de voos para diversos destinos. Atualmente, cerca de 10.000 passageiros passam pelo aeroporto diariamente, mas os trabalhadores do setor exigem o fechamento total do espaço aéreo, em vez do formato limitado atualmente em vigor.
Na semana passada, o Canal 13 noticiou que a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) entrou em contato com a ministra Regev, exigindo que ela exercesse sua autoridade para declarar a situação da aviação em Israel como estado de emergência.
As companhias aéreas exigem que a ministra declare estado de emergência para que não tenham que arcar com o custo total da indenização dos passageiros israelenses retidos no exterior devido à guerra.
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Cabe ressaltar que, em tempos normais, a companhia aérea é obrigada a pagar a hospedagem do passageiro em caso de cancelamento de voo e a providenciar um voo alternativo.
Em maio passado, a Comissão de Economia aprovou uma emenda que permite ao ministro dos Transportes definir uma situação especial na aviação, na qual as companhias aéreas pagam apenas duas diárias e não são obrigadas a fornecer um voo alternativo, mas apenas a indenização pelo voo cancelado. A exigência para Regev é que ela justifique sua autoridade em vista da contínua campanha no Irã e dos tiroteios no Líbano.
Ontem, o Canal 13 noticiou que, segundo o plano aprovado por Regev, o número de passageiros em cada voo partindo de Israel aumentará de 100 para 120, um aumento de 20%.
Enquanto o plano estiver em vigor, o Ministério dos Transportes continuará aumentando o número de passageiros que podem embarcar em cada voo.
A companhia aérea americana United Airlines anunciou, hoje, que está prorrogando a suspensão de seus voos de e para Israel até junho. Ontem à noite, a Wizz Air anunciou a prorrogação do cancelamento de todos os voos de e para Israel até depois de Pessach, e, simultaneamente, a companhia aérea polonesa LOT também anunciou o cancelamento de voos até o final do feriado de Pessach.
Na semana passada, a Delta Air Lines também anunciou o cancelamento de todos os seus voos de Israel até 1º de abril devido à situação de segurança. Além disso, segundo a Delta, a inauguração da nova rota para Atlanta, prevista para abril, foi adiada para agosto.
A gigante alemã Lufthansa também estendeu a suspensão de seus voos de e para Israel até 2 de abril, declarando: “O grupo continua monitorando de perto os desdobramentos no Oriente Médio e está em contato constante com as autoridades. A segurança dos passageiros e da tripulação é nossa principal prioridade.”
Fonte: Revista Bras.il a partir de Canal 13
Foto: Wikimedia Commons

