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Trump: “Irã pode ser tomado em uma noite”

A coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, foi marcada por um tom firme diante da escalada de tensões com o Irã.

Durante a declaração, Trump destacou como “extremamente bem-sucedida” a operação militar que resgatou um piloto americano abatido em território iraniano, classificando a missão como complexa e de alto risco, envolvendo forças especiais, aeronaves de apoio e inteligência em tempo real. Ele reforçou que os Estados Unidos mantêm o compromisso de não abandonar seus militares, mesmo em áreas hostis.

Mais uma vez o presidente adotou uma postura de advertência direta ao Irã. Trump afirmou que os EUA estão preparados para atingir alvos estratégicos, incluindo infraestrutura energética e rotas de transporte, caso haja qualquer ameaça à navegação internacional, especialmente no Estreito de Ormuz. Apesar de dizer que prefere evitar uma escalada militar mais ampla, ressaltou que o país está pronto para agir de forma imediata se considerar necessário.

Segundo Trump o Irã poderia ser “tomado em uma noite, e isso pode ser amanhã à noite”. Ele também reiterou o prazo das 20h (horário do leste dos EUA) de terça-feira para que o regime reabrisse o Estreito de Ormuz ou enfrentasse uma série de ataques a instalações de energia e pontes.

Ao lado do presidente, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, reforçaram o tom de prontidão militar. Hegseth afirmou que, sob a direção de Trump, os Estados Unidos devem realizar “o maior volume de ataques desde o primeiro dia da operação”, sinalizando uma possível intensificação das ações no curto prazo.

Questionado sobre possíveis violações do direito internacional, Trump minimizou as preocupações e afirmou não estar preocupado com esse tipo de acusação no atual contexto. Ele também defendeu o uso de linguagem agressiva em suas comunicações públicas e nas redes sociais, argumentando que a estratégia tem como objetivo transmitir força e dissuasão aos adversários.

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A coletiva ocorreu em um momento de crescente pressão interna e externa sobre a condução da política americana no Oriente Médio. Enquanto aliados expressam preocupação com o risco de ampliação do conflito, Trump reiterou que sua prioridade é garantir a segurança dos Estados Unidos e manter a estabilidade das rotas globais, sinalizando uma estratégia de pressão máxima diante do Irã.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Guardian
Foto: Captura de tela

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