Câmara de Curitiba vota o Dia do Hijab

A Câmara Municipal de Curitiba (Paraná, BR) retoma as atividades legislativas nesta segunda-feira (03), com a primeira sessão plenária de 2020. O presidente da Casa, vereador Sabino Picolo (DEM), irá prestar contas sobre as atividades realizadas pela Câmara no ano passado e também falará sobre os planos para 2020, como projetos importantes a serem votados para a cidade e o planejamento dos trabalhos para este ano.

Na Ordem do Dia, um dos projetos em pauta, para votação em primeiro turno, é do Professor Euler e estabelece em Curitiba o dia 1º de fevereiro como o Dia do Hijab. Segundo a religião islâmica, Hijab é o conjunto de vestes preconizado pela doutrina “que permite a privacidade, a modéstia e a moralidade”. Conforme o vereador, a comunidade muçulmana tem crescido cada vez mais em Curitiba e tem relatado diversos casos de constrangimento e discriminação em relação ao uso do hijab, inclusive em locais de trabalho.

O Dia do Hijab já existe nos EUA e está no seu oitavo ano. Em 1º de fevereiro de cada ano, a Organização do Dia do Hijab pede a cidadãos de todas as religiões e origens que usem o hijab por um dia em solidariedade às mulheres muçulmanas em todo o mundo.

A data foi criada pela muçulmana americana, Nazma Khan, moradora do Bronx, em Nova Iorque, com o objetivo de “promover a tolerância e a compreensão religiosa, convidando mulheres (muçulmanas ou não) a experimentar o hijab por um dia.”

Coincidência ou não, a data que Khan escolheu para sua manifestação – 1º de fevereiro –  é o dia em que o aiatolá Khomeini retornou ao Irã de seu exílio francês e promoveu a a Revolução Islâmica. A solução de Khomeini para a “desintoxicação da influência ocidental” da sociedade iraniana foi a separação forçada de homens e mulheres, a reclusão e a cobertura do cabelo das mulheres. Citando “pesquisa científica”, o presidente, do Irã na época, Abolhassan Bani-Sadr, anunciou “que o cabelo das mulheres emitia raios invisíveis que deixavam os homens loucos”.

Foto: Vinicius Torresan – Sindypsi PR

4 comentários em “Câmara de Curitiba vota o Dia do Hijab

  • 3 de fevereiro de 2020 em 12:38
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    Talvez as cidades brasileiras tenham mais vereadores do que necessitam e suas funções precisem ser revistas.
    Datas comemorativas e nomes de rua ao são prioridade. Fiscalizar o executivo, isso sim é prioridade, mas dá trabalho, né?!

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    • 3 de fevereiro de 2020 em 23:06
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      Deve estar sobrando vereador na Câmara para um projeto tão desnecessário. Com todo respeito à muçulmanas, tal data comemorativa daria margem a outros povos pleitearem as suas também. Que tal dia do Kipá? Mundialmente mais justo, ao menos. E a data poderia ser qualquer dia do mês entre agosto, setembro e outubro,
      Já que apenas neste trimestre de 1942, 25% dos judeus foram exterminados pelo regime nazista durante o Holocausto. 1,47 milhão de judeus foram mortos – quase 15 mil mortes por dia – o que faz da época uma dos mais sangrentas da história da humanidade.

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  • 3 de fevereiro de 2020 em 15:59
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    É a máquina do sistema (Legislativo sic, Bancos “de agiotagem”, Grandes Mídias e Pequenas Ideias) azeitando o processo de islamização do Brasil.

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  • 3 de fevereiro de 2020 em 23:08
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    Deve estar sobrando vereador na Câmara para um projeto tão desnecessário. Com todo respeito às muçulmanas, tal data comemorativa daria margem a outros povos pleitearem as suas também. Que tal o dia do Kipá? Mundialmente mais justo, ao menos. E a data poderia ser qualquer dia do mês entre agosto, setembro e outubro, Já que apenas neste trimestre de 1942, 25% dos judeus foram exterminados pelo regime nazista durante o Holocausto. 1,47 milhão de judeus foram mortos – quase 15 mil mortes por dia – o que faz da época uma dos mais sangrentas da história da humanidade.

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