Corrupção palestina e árabe

Não há nenhum povo que tenha recebido tanto dinheiro e não tenha chegado a nada. Durante dezenas de anos, os países árabes e os países ocidentais contribuíram com bilhões de dólares para os palestinos e, pelo visto, grande parte deste dinheiro não chegou aos necessitados. Parece que o dinheiro foi desviado aos líderes palestinos que se tornaram bilionários. Muito se falou da fortuna pessoal do Yasser Arafat que tinha contas em bancos suíços, israelenses e outros. Depois de seu falecimento, em novembro de 2004, sua esposa Suha iniciou uma dura batalha com a Autoridade Palestina para obter o espólio do seu esposo. Pouco depois, ela sumiu do cenário, junto com sua filha. Pelo visto, a A.P. chegou a um acordo multimilionário com ela para se calar e sumir “do mapa”.

O sucessor do Arafat, Mohammad (Abu Mazen) Abbas e seus familiares também tornaram-se multimilionários. Abbas viaja pelo mundo no seu jato particular (veja foto), paga altos salários aos familiares de terroristas e não tem dinheiro para o “povão”. As altas patentes palestinas, inclusive Abbas, sua esposa e outros, se internam em hospitais israelenses, mas cortou as verbas para que palestinos com graves doenças recebam o melhor do tratamento israelense.

O mesmo ocorre com a cúpula da Hamas, que vive em Gaza, em luxuosas casas, enquanto o povo sofre. No meio da guerra do Penhasco Firme, por absurdo que pareça, a irmã e a filha do então líder da organização terrorista Hamas, Ismail Haniye e a mulher do seu vice, Abu Marzuk, receberam tratamento médico em hospitais israelenses. Haniye também se movimentava pelo mundo em avião particular (veja foto. Enquanto isto, o desemprego se elevava a mais de 50%, principalmente entre os jovens. O dinheiro que a Europa e outros países Ocidentais, além dos países árabes não iam para a melhoria da vida do povo. Foi para o beneficio dos líderes, foi para se armarem, para a construção de túneis. Foi para atividades destrutivas e não a construção de novas fábricas que geram empregos. Assista ao filme, em inglês da vida em Gaza. https://youtu.be/7ttjyGrcz8Y

O que não se esperaria é que esta corrupção se alastrasse a uma agência da ONU. Trata-se da UNRWA, agência para tratar exclusivamente dos refugiados palestinos, desde 1949. Todos os refugiados do mundo tem a ACNUR, que em 134 países lida com 70,8 milhões de refugiados e deslocados, com apenas 16.803 funcionários (dados de 31/5/2019). Só os refugiados palestinos tem benefícios próprios. Ninguém pergunta o porquê esta regalia.

A UNRWA tem mais de 30.000 funcionários, na Jordânia, Líbano, Síria, Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Quase a totalidade dos funcionários é palestina. Nas suas escolas lecionam o ódio aos judeus e pregam a destruição de um Estado membro da ONU, o Estado de Israel. Apesar de ter iniciado com 700 mil refugiados, ao contrário da ACNUR, que após dois anos não trata mais os refugiados como tal, a UNRWA vai perpetuando este status, passando até a 4ª geração e contabiliza atualmente cinco milhões de refugiados.

Agora, a rede Al Jazeera revelou um relatório secreto do Departamento de Ética da UNWRA, de Dezembro de 2018, e que vazou para a rede. O relatório acusa o comissário-geral da agência, Pierre Krahenbuhl, de desde sua nomeação, em 2014, ter se envolvido em corrupções, ser centralista, aproveitar para promover afiliados a postos mais altos e de fazer viagens extravagantes pelo mundo. Os refugiados ficam sempre para trás. A auditoria também o acusa de vingança e intimidações contra pessoas que eram contrárias às suas atividades. Ele promoveu Maria Muhammadi a sua conselheira sênior e com ela viajava pelo mundo. Mais duas pessoas foram apontados por má conduta, mas deixaram a UNRWA no inicio do mês passado.

O vazamento destas atitudes ocorreu, pelo visto, ante falta de ação por parte do Secretário Geral da ONU, Antonio Gutierres, desde dezembro de 2018 até agora.

A crise econômica da UNRWA está cada vez mais profunda, principalmente depois que os EUA pararam de contribuir com 360 milhões de dólares, da verba total de cerca de um bilhão de dólares. Depois do vazamento deste relatório a Suíça anunciou que suspende sua contribuição e a Holanda que a seguiu. Israel acusa a ONU de, através da UNWRA, perpetuar a situação e não tentar resolver o problema. A UNRWA alimenta esperança irreal nos descendentes dos refugiados originais, cuja maioria já não vive.

Com as verbas que os palestinos em geral e a UNRWA em particular receberam, se fossem bem empregadas e não desviadas para fomentar ódio, guerras e corrupção, os palestinos poderiam ter um próspero Estado. Pelo menos, desde 1973, os países árabes petrolíferos que ficaram riquíssimos poderiam ajudar seus irmãos palestinos. Mas não. Eles compram times de futebol, aviões de luxo e até um jogador como Neymar, comprado pelo bilionário de Qatar, Nasser Al Khelaifi, dono de Paris Saint Germain, por 222 milhões de euros (ou dólares, quem conta).

 

Corrupção no Mundial do Qatar

Desde que o Qatar venceu, em dezembro de 2010, a disputa para hospedar o Campeonato Mundial de Futebol, a ser disputado em 2022, muitas sobrancelhas foram levantadas. Não só pelo fato de ter disputado a hospedagem contra potências de futebol, como os EUA, o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul. Qatar é um deserto de pequena população de 2.3 milhões de habitantes, não tem nenhuma tradição futebolística, o calor no verão é de 50o. Qatar faz muito dinheiro com gás e petróleo, mas é um dos maiores apoiadores do terror islâmico da atualidade. Financia o Hamas, que tinha sua sede política lá e para quem já transferiu bilhões de dólares. A sede da Irmandade Muçulmana é em Doha e de lá transmite a rede mais radical e rebelde do mundo árabe, a Al Jazeera. A Arábia Saudita e outros países dos Emirados romperam relações e boicotam o Qatar por suas relações com o Irã e assim o fez o Egito, por suas relações com a Irmandade Muçulmana.

Foi uma grande surpresa a vitória do Qatar. Desde o inicio, surgiram boatos sobre possíveis corrupções que trouxeram esta indicação. O então presidente da Federação Europeia de Futebol (UEFA), Michel Platini, consagrado futebolista, foi indicado como um dos suspeitos. Ele almoçou com o Presidente francês, Sarkozi e o Primeiro Ministro do Qatar, Sheique Tamim bin Hamed aal Thani, nove dias antes da votação na FIFA. O presidente da FIFA, Sepp Blatter também foi acusado de corrupção e teve que deixar a presidência da organização. Assim o foi Platini, que além de presidente da UEFA, foi Vice Presidente da FIFA e teve que renunciar. As más línguas dizem que centenas de milhões de dólares passaram para os bolsos de outros membros do Comitê organizador do Mundial.

Qatar está construindo sete estádios de futebol, concentrados na “cidade esportiva”, gastando 200 bilhões de dólares e segundo acusações, escravizando milhares de operários vindos de outros países.

Deixo aqui pergunta aberta. O que teria acontecido com muitos milhões de pessoas, árabes e não só, muçulmanos e não só, palestinos e não só, se Qatar e outros países árabes que foram abençoados com gás e petróleo, doassem para fazer bem a outros?

2 thoughts on “Corrupção palestina e árabe

  • 2 de agosto de 2019 em 10:21
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    Eu gostaria de saber de David Moran porque a política israelense e os jornalistas israelenses sustentam e alimentam essa mentira admitida pelos próprios árabes que confessaram que “povo palestino” foi só uma criação a partir do dia 6 de junho de 1967, utilizada da noite para o dia daqueles árabes que se chamavam jordanianos e egípcios, para destruir Israel?

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  • 2 de agosto de 2019 em 16:01
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    Cara Emilia. Confesso que não entendi até o fim a tua pergunta. A respeito do povo palestino, já escrevi inúmeras vêzes que êste termo só se apresentou na década dos anos 70 do seculo passado, nos anais da ONU. A Organização de Libertação da Palestina, foi criada em 1964, portanto antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967. Até então os árabes que viveram na Palestina tinham vínculos ao Egito, que tinha a Faixa de Gaza até 1967 (estou disposto a devolvê-la hoje mesmo, mas êles não a querem) e a Síria que incluia o território que veio a ser Israel, na Grande Síria ou a Síria do Sul. Os árabes que ficaram em Israel eram chamados de árabe-israelenses, tinham participação política e deputados em partidos sionistas. Espero que esclareci um pouco a questão.

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