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Daiiiiii! Ninguém aguenta mais guerra nesta terra!!!

Por Mary Kirschbaum

Isto é quase um desabafo… me perdoem! Aí eu ouço nas notícias que o Trump vai atacar, eu e todo mundo. Aí penso: o Trump quer atacar e a gente que vai se ferrar!

Pois é, enquanto o olê chadash tá tentando se estabelecer, arrumar um emprego, renovar seu aluguel, bolar seu negócio, pois já saiu de um pais desesperado, desastrado, irritado, digo o olê… e veio buscar aqui conforto, prosperidade, estabilidade…

Aí, leio hoje na Revista Bras.il: “Planos de saúde se preparam para uma possível guerra…” blá, blá, blá…. fica ressoando no meu cérebro… o que fazer com esta informação?

Acordamos como o mundo todo acorda numa segunda-feira, quer dizer, aqui já é como se fosse terça, afinal de contas, se desgraça pouca é bobagem, este país começa a semana no domingo. Então, quer dizer, estamos sempre adiantados. Então venceremos esta guerra, penso… mas qual das guerras?

Preciso acordar cedo para trabalhar, preciso tomar meu café, me exercitar e começar a preparar meu cérebro e minha alma para trabalhar. Mas as notícias parecem não ajudar. Pois queremos continuar pelo menos na nossa rotina que já é uma “pequena guerra”, mas também temos que pensar na “Grande guerra”, Uau! E que guerra! Pois a mesma Revista Bras.il também noticia: “Irã pode atingir a casa de Trump na Flórida”. My God!! agora dou risada, não sei se é de nervoso, ou de “Seja o que D’us quiser” ou “D’us nos acuda!!”.

Bem, estamos, na verdade, sempre tentando controlar tudo à nossa volta. A ironia é que esta é uma das grandes necessidade do ser humano, e o que os traz muitas vezes para a terapia. Muitas perguntas na cabeça se passam, quando não sabemos como devemos proceder na vida. Diante de conflitos sobre isto ou aquilo, como nos posicionar, quais escolhas fazer. Devemos seguir em frente, continuar em um relacionamento tóxico ou acabar o relacionamento e seguir sozinhos? Devemos realizar aquela cirurgia ou deixar e ver o que acontece? Devemos pedir demissão do trabalho que não nos valoriza, ou “valorizar” o salário no fim do mês e guardar as frustrações para mais um tempo? “Ou isto ou aquilo”, como diz Cecília Meireles, no seu poema infantil, sobra as escolhas tão difíceis de um ser humano.

Mas, “E agora, José”, como diz Carlos Drummond de Andrade. Neste poema icônico de 1942, ele retrata a angústia existencial, o vazio e a falta de perspectivas após o fim de uma “festa”, ou ilusão. Esta obra de Carlos Drummond de Andrade reflete a solidão e o desamparo humano quando a realidade rui, questionando para onde marchar quando as saídas fecham. E aí me pergunto, aqui voltamos a nos deparar com coisas reais e não mais ilusórias. Como o mundo se acostumou quando as guerras pareceram findar…

Mas nós nos preparamos para mais uma guerra, e já não sabemos mais o que é uma angústia existencial, pois aqui em Israel, as coisas voltam a ser reais, o medo é concreto, onde está o meu abrigo subterrâneo mais próximo? Ou será que eu só gostaria de pensar onde está o meu “abrigo amigo” mais próximo… ou será que tudo se funde num “balagan danado”… E agora, José??

Um comentário sobre “Daiiiiii! Ninguém aguenta mais guerra nesta terra!!!

  • Materia Irresponsável.
    Autora chamou de Desgraça uma semana que começa no domingo.
    Chamou Oleh Chadash de de desastrado e irritado.
    Ainda surta, falando que Trump irá ataca-la.
    Uma materia escrita nas coxas de última hora só para cumprir tabela no periódico.
    Uma vergonha para o veículo de comunicação.

    Resposta

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