Irã e aliados intensificam ataques a Israel
Israel foi alvo de ataques do Irã, dos Houthis do Iêmen e do Hezbollah do Líbano, nesta quinta-feira, enquanto Teerã e seus aliados intensificavam seus ataques durante o feriado de Pessach.
O Irã ameaçou realizar ataques “devastadores” contra os EUA e Israel, depois que o presidente americano Donald Trump prometeu bombardear a República Islâmica e levá-la “de volta à Idade da Pedra”.
Teerã lançou vários mísseis contra Israel durante a noite de quarta-feira e ao longo da quinta-feira, os primeiros dias do feriado, visando o centro e o norte do país. Equipes de emergência responderam chamados de vários locais atingidos, e quatro pessoas sofreram ferimentos leves na região de Tel Aviv.
Na noite desta quinta-feira, o Irã lançou cerca de 20 mísseis balísticos contra Israel, representando um aumento na frequência de disparos em comparação com as últimas semanas.
Aproximadamente metade dos mísseis foram interceptados e a outra metade foi deixada para atingir áreas abertas, “de acordo com o protocolo”, informou o Exército. Pelo menos dois mísseis carregavam ogivas de bombas de fragmentação, que espalharam submunições por vastas áreas no centro de Israel, ferindo levemente algumas pessoas e causando danos.
Os militares avaliaram que o Irã tentaria lançar mais dezenas de outros mísseis balísticos para coincidir com o feriado judaico, mas uma onda de ataques israelenses frustrou os planos.
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Imagens publicadas nas redes sociais mostraram o momento em que um míssil balístico iraniano atingiu a cidade de Petach Tikva (foto), na região central do país. Destroços caíram em dois locais distintos, danificando prédios e carros estacionados. Equipes de emergência confirmaram que não houve vítimas.
Outros locais de impacto foram relatados em Bnei Brak, Givat Shmuel e Ramat Gan, onde os destroços das interceptações causaram danos localizados.
No norte de Israel, sirenes foram acionadas durante a noite em comunidades ao longo da fronteira com o Líbano, incluindo na região da Galileia.
Um míssil balístico lançado pelos houthis, apoiados pelo Irã, no Iêmen, em direção a Israel, foi interceptado na noite de quinta-feira, após o soar de sirenes em Jerusalém, na região circundante e perto do Mar Morto. Não houve relatos de feridos.
Durante o feriado, o Hezbollah disparou cerca de 130 foguetes contra o norte de Israel, ferindo levemente quatro pessoas.
Durante o lançamentos de mísseis, o centro de comando militar iraniano Khatam Al-Anbiya divulgou um comunicado veiculado pela TV estatal, alertando os EUA e Israel para que esperassem “ações mais esmagadoras, abrangentes e destrutivas”.
“Com fé em Deus Todo-Poderoso, esta guerra continuará até que vocês sejam humilhados, desgraçados, arrependidos de forma permanente e certa, e se rendam”, dizia o comunicado.
Após um ataque americano a uma importante ponte iraniana, o Irã ameaçou atacar importantes estradas em Israel, incluindo as rodovias 1, 2, 4 e 6.
Em um pronunciamento em horário nobre na Casa Branca, na noite de quarta-feira, Trump disse que os EUA estavam “muito perto” de atingir seus objetivos, mas alertou que os ataques se intensificariam se o Irã não chegasse a um acordo negociado.
“Nas próximas duas ou três semanas, vamos trazê-los de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem”, disse Trump em um discurso de 19 minutos proferido em frente a bandeiras americanas.
Em um dos primeiros grandes ataques desde o discurso de Trump, a importante ponte rodoviária B1, que liga a capital iraniana, Teerã, à cidade de Karaj, no oeste do país, foi atingida por ataques aéreos, na quinta-feira, segundo a mídia estatal, que informou que oito pessoas morreram e 95 ficaram feridas no ataque. A ponte B1 é considerada a mais alta do Oriente Médio e foi inaugurada no início deste ano, informou a agência de notícias Fars.
Cerca de uma hora depois, a agência Fars relatou novos ataques aéreos à ponte, que, segundo ela, foi atingida enquanto “as equipes de resgate prestavam auxílio às vítimas do primeiro ataque”.
Os ataques foram realizados pelos militares americanos. As Forças de Defesa de Israel negaram ter atacado a ponte.
A Axios citou um funcionário americano não identificado, que afirmou que a ponte, que, segundo alguns relatos, ainda estava em construção, foi secretamente usada pelas forças armadas iranianas para transportar mísseis e peças de mísseis, além de fornecer apoio logístico aos militares iranianos em Teerã.
Mais tarde, Trump compartilhou imagens dos ataques em uma postagem em sua conta Truth Social, dizendo: “A maior ponte do Irã desabou e nunca mais será usada. Muito mais por vir!”
Fonte: Revista Bras.il a partir de The Times of Israel e Hatzala
Foto: Hatzala

