Israel proíbe entrada da Eyewitness Palestine
Israel proibiu a entrada de dezenas de cidadãos americanos no país devido à sua filiação à organização anti-Israel “Testemunhas Oculares da Palestina” (“Eyewitness Palestine”).
O Ministério de Assuntos da Diáspora e Combate ao Antissemitismo anunciou no sábado que está impedindo a entrada dos ativistas em Israel, com base na sua autoridade conferida pela Seção 2(d) da Emenda nº 40 à Lei de Entrada em Israel (5785-2025).
Segundo o Ministério, a organização Eyewitness Palestine envia entre três e quatro visitas por ano a Israel como parte de sua atividade de “promover boicotes e deslegitimação” contra o Estado de Israel. O ministério considerou, portanto, que a delegação é prejudicial à legitimidade do Estado de Israel, a ponto de colocar em risco sua segurança, e está impedindo sua entrada antes mesmo de sua chegada.
“A regra é clara: quem incitar contra nós, simplesmente não entrará aqui”, disse o ministro da Diáspora, Amichai Chikli.
Além de atuar para impedir a entrada de membros da Eyewitness Palestine, Chikli afirmou estar trabalhando para alterar as diretrizes de entrada em Israel. A nova política exigiria que qualquer pessoa que chegasse a Israel declarasse em nome de quem está agindo e qual a sua missão. Quem mentir às autoridades correrá o risco de ser preso, acrescentou.
“Esta medida nos permitirá continuar impedindo futuras entradas de ativistas e organizações que promovem boicotes e a deslegitimação de Israel”.
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Segundo fontes do jornal Israel Hayom, dois membros do Congresso dos EUA estão entre os 32 delegados que não poderão entrar no país. Seus nomes ainda não foram divulgados.
O programa Eyewitness Palestine se descreve como “um programa educacional transformador que inspira e capacita os participantes a serem defensores responsáveis da justiça social ao longo da vida, tanto no movimento de solidariedade à Palestina quanto em suas próprias comunidades”.
Nos Estados Unidos, a organização possui status de organização sem fins lucrativos. Em março do ano passado, ela ganhou destaque depois que o Jewish Onliner revelou que o grupo realizaria um webinar com Hussam Al-Zaanin, que passou mais de uma década na prisão israelense por tentativa de homicídio e é considerado membro da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa.
Fonte: Revista Bras.il a partir de The Jerusalem Post
Fotos: Wikimedia Commons

