Netanyahu defende ações contra o Irã
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou sua segunda coletiva de imprensa desde o início da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, desta vez, aberta à mídia internacional.
Entre os temas abordados, estiveram os ataques a instalações energéticas iranianas e possíveis mudanças estratégicas no fluxo global de petróleo e gás.
Netanyahu iniciou sua fala afirmando: “Antes de mais nada, quero dizer que estou vivo e vocês são todos testemunhas”, em referência a rumores e desinformação que circularam nos últimos dias. Em seguida, atualizou os jornalistas sobre a chamada Operação Rugido do Leão.
Durante cerca de 45 minutos, Netanyahu defendeu as ações militares israelenses, incluindo ataques a infraestruturas energéticas no Irã, afirmando que o país agiu de forma independente. Ele também declarou que o Irã teria perdido a capacidade de enriquecer urânio, afirmação contestada por autoridades internacionais.
“Nossos objetivos são três. Primeiro, eliminar a ameaça nuclear. Segundo, eliminar a ameaça dos mísseis balísticos e fazê-lo antes que essas capacidades sejam enterradas profundamente no subsolo e se tornem imunes a ataques aéreos. E terceiro, criar as condições para que o povo iraniano conquiste sua liberdade e controle seu próprio destino”.
“Hoje, o regime dos aiatolás não está apenas atacando os Estados Unidos ou Israel, mas também o próprio povo iraniano e toda a região do Oriente Médio. Eles atacaram civis e instalações americanas no Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos e Omã, além de ações indiretas que alcançaram até o Chipre. Há décadas, alertamos que seu programa de mísseis balísticos seria usado globalmente e, se não forem impedidos, isso é apenas o começo”.
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“O regime iraniano tenta chantagear o mundo ao ameaçar fechar uma rota marítima crucial, o Estreito de Ormuz. Isso não vai funcionar. Israel está contribuindo, com inteligência e outros meios, para os esforços dos Estados Unidos de manter essa rota aberta. Mas imaginem o que esse regime faria se tivesse ogivas nucleares acopladas a mísseis balísticos de longo alcance. A ameaça seria incomensurável”.
O primeiro-ministro acrescentou que, segundo sua avaliação, as forças iranianas vêm sofrendo perdas significativas.
“Apesar das notícias falsas disseminadas desde o início da guerra, há cerca de 20 dias, estamos vencendo. O arsenal de mísseis e drones do Irã está sendo drasticamente reduzido. Centenas de lançadores foram destruídos, assim como suas capacidades industriais de produção. Estamos atingindo não apenas armas, mas também a base industrial que sustenta esses programas. As defesas aéreas do Irã foram neutralizadas, sua marinha sofreu danos severos e sua força aérea está próxima do colapso. Ainda há muito trabalho a ser feito e nós o faremos”.
Netanyahu também rejeitou alegações de que Israel teria arrastado os Estados Unidos para o conflito, citando diretamente o presidente Donald Trump:
“Alguém realmente acredita que alguém possa dizer ao presidente Trump o que fazer? Ele sempre toma decisões com base no que considera melhor para os Estados Unidos e para as futuras gerações. Neste caso, nossos interesses são claros, e nossa cooperação tem produzido resultados em tempo recorde”.
Ao encerrar, Netanyahu reiterou sua posição histórica sobre o Irã, destacando o alinhamento com Trump quanto à necessidade de impedir o país de obter armas nucleares. Segundo ele, a atual ofensiva não diz respeito apenas à segurança de Israel ou dos Estados Unidos, mas à estabilidade global.
“Não estamos lutando apenas a nossa luta. Estamos lutando a luta de muitos outros. Líderes ao redor do mundo reconhecem isso, mesmo que nem sempre publicamente”.
Fonte: Revista Bras.il a partir de GPO
Foto: Captura de tela (GPO)

