Os EUA são uma (im)potência?!

Por David S. Moran

Os Estados Unidos da América são o melhor aliado do Estado de Israel. Os israelenses reconhecem este fato, mesmo que as relações entre os dois países tenham altos e baixos. Não só ultimamente, mas isto não é o caso atual deste artigo.

A grande maioria do Congresso americano é favorável e apoia o Estado de Israel. Todos os presidentes americanos desde o governo Ronald Reagan, sejam Republicanos ou Democratas, declararam que vão transferir a Embaixada americana para a Capital do Estado Judeu, Jerusalém. Ficaram na promessa e quem concretizou, no final, foi o presidente Donald Trump, num enorme e valioso terreno cedido há anos e, pela sua localização, próxima à antiga fronteira entre Israel e a Jordânia, serviria a população israelense e a árabe.

Em 14 de maio de 2018, com a presença da filha do presidente americano, Ivanka Trump e outros dignitários, a Embaixada foi inaugurada no bairro de Arnona, em Yerushalaim. Todos os serviços foram unidos no mesmo lugar para atender cidadãos israelenses e palestinos.

Até esta data, a Embaixada em Tel Aviv atendia aos israelenses e a extensão no Consulado na Rehov (Rua) Agron, na parte Ocidental de Jerusalém atendia aos árabes e também os judeus. No entanto estava mais ligada à Autoridade Palestina e seus diplomatas relatavam separadamente dos diplomatas da Embaixada. Assim que, às vezes, enviavam dossiês contraditórios. Até 2010, os EUA mantinham consulado na parte oriental de Jerusalém, para atender a população palestina.

Nos últimos meses, vazaram informações de que os EUA querem reabrir o consulado da Rua Agron, atual residência do embaixador americano, para atender os palestinos. O governo anterior, de Benjamin Netanyahu, e o atual, de Naftali Bennett, expressaram sua indignação ante este retrocesso na politica americana com respeito a Israel. O Secretário de Estado, Antony Blinken, confirmou as noticias dizendo: “Nos vamos continuar o processo da abertura do Consulado (em Jerusalém Oriental) para aprofundar nossas relações com os palestinos”.

Ora, se os seus aliados israelenses se opõem a esta atitude e Israel é o soberano nesta região, porque desafiar o governo? Nós sabemos que os palestinos não aceitam Jerusalém como a Capital do Estado de Israel. Mas, ninguém melhor do que o governo americano sabe que os palestinos não aceitam a existência de Israel e não falo dos radicais da Hamas. Se o(a) leitor(a) acha que estou exagerando, basta ler os jornais da Fatah, Autoridade Palestina, etc… e/ou escutar seus dirigentes. O Sr. Majdi al Khaldi, é conselheiro diplomático de Mahmoud Abbas. Ele explica porque se opõe a Embaixada americana em Jerusalém: “uma das razões que somos contrários a unificar os serviços consulares à embaixada em Jerusalém é que a abertura da mesma para nós não é legítima”. Quem foi mais além é o Primeiro Ministro da Autoridade Palestina, Muhammad Ashtia. Ele disse há alguns dias: “a reabertura do consulado (em Rehov Agron-DSM) é uma mensagem do governo americano de que Jerusalém não é cidade israelense unificada”. Estas e outras palavras e ações por parte dos palestinos são bem conhecidos pela administração americana também. Será que Biden quer agradar as deputadas do “Squad”, principalmente as mais baderneiras como as deputadas Ilhan, Rashida e AOC? Ele que prometeu estar ao lado de Israel e o apoia?

O que diz a lei internacional?

Esta dita que abertura de uma representação diplomática, ou qualquer mudança em seu status requer a assinatura do Ministro do Exterior do país onde a representação quer funcionar. Neste caso, é o Ministro do Exterior de Israel, Yair Lapid, que declarou inúmeras vezes que Jerusalém é unificada e indivisível. O governo israelense, bem como a maioria dos deputados e da população, é contra a abertura do consulado em Jerusalém e não consegue entender a motivação da administração Biden, em fazê-la à revelia do governo soberano e aliado, como é o Estado de Israel.

O governo americano já diz que depois de passar na Knesset a “lei do Orçamento”, vital para manter o frágil governo de Bennett, já que há mais de três anos, o país não tem orçamento, intensificará os esforços para abrir o consulado, na parte judaica de Jerusalém para atender os árabes. Para agravar mais a crise, fala-se que também vai querer abrir um novo consulado na parte oriental de Jerusalém. Há fontes que revelam que os EUA constroem representação (embaixada?) em Ramallah, sede do governo palestino.

As normas de conduta

Em todo lugar onde há Embaixada, não há Consulado do mesmo país. Evidentemente, não para atender outra entidade à qual foi qualificada.

Na década dos anos 90 quando houve negociações entre Israel e os palestinos, foi-lhes oferecido declarar a aldeia de Abu Dis, subúrbio de Jerusalém, capital do Estado Palestino. Arafat recusou. Durante os três anos, desde a inauguração da Embaixada em Jerusalém, os árabes foram atendidos, bem como os judeus em Arnona.

Os EUA abandonam os aliados e fracassam

Os analistas americanos sabem que Israel é um país aliado de muita importância e que recebem muito deste país. O que esperam receber dos palestinos?

O Serviço de Inteligência americano sabe muito bem o propósito do regime iraniano para obter poderio nuclear (que seria ameaça ao mundo todo) e que a corrida nuclear continua, mesmo impedindo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) de inspecionar dependências.

Os países árabes na região do Golfo Pérsico temem os xiitas do Irã e se aproximam de Israel, mas os EUA parecem ignorar e querem negociar acordo com os aiatolás. A grande potência americana lutou no Afeganistão, logo após invadi-lo na retaliação aos Talibãs que fizeram atentados nos EUA, usando aviões comerciais para derrubar as Torres Gêmeas em Nova York, destruir uma ala no Pentágono em Washington e depois da morte de milhares de soldados e gastarem bilhões de dólares, fugiram de lá.

Os americanos foram surpreendidos pela China que teria lançado um foguete com alta tecnologia, que eles não pensaram que os chineses tinham. Parece que os Estados Unidos da América, ao procurar os parceiros errados, os palestinos, e rivalizar com aliados fiéis, neste caso Israel, e com outras nações, parece estar perdendo sua influência e sua potencialidade.

Foto: U.S. Embassy Jerusalem, CC BY 2.0 (Wikimedia Commons)

One thought on “Os EUA são uma (im)potência?!

  • 22 de outubro de 2021 em 15:20
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    Acontce que lapid e esquerdista e a favor de dividir Jerusalem e criar um pais “palestino” em areas de israel. E bennet e refem( se colocou assim por sua sede de poder e ser PM) dos esquerdistas como Avoda, Meretz, Yes Atid e dos arabes e nao vai fazer nada para deter essa estupidez. Tudo ja foi combinado nas reunioes(bennet Biron e lapid com o seu par dos americanos) que fizeram! Enquanto os esquerdistas (democratas) dos EU estiverem no poder mais perigos eles vao por para Israel e o fraudulento governo israelense vai acatar tudo.

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