Pesquisa indica que volta da Lista Árabe fortalece Likud
Uma nova pesquisa eleitoral divulgada pelo Maariv, nesta sexta‑feira, indica que o retorno da Lista Conjunta, coligação de partidos árabes, teria um impacto significativo no equilíbrio político em Israel, caso eleições fossem realizadas hoje, e fortaleceria o Likud.
Na pesquisa, o Likud ganhou duas cadeiras, elevando a coalizão governamental para 50, após o anúncio dos líderes dos partidos árabes de uma candidatura conjunta nas próximas eleições e a devolução dos restos mortais do refém de Gaza.
A Lista Conjunta revitalizada conquistaria 13 cadeiras, em comparação com as 10 atualmente projetadas para Hadash-Ta’al e Ra’am quando concorrem separadamente, enquanto Balad não consegue ultrapassar o limite mínimo, reduzindo a oposição de 61 para 57 cadeiras.
Segundo a pesquisa, essas cadeiras seriam conquistadas em detrimento de Yesh Atid, Naftali Bennett e Gadi Eisenkot.
Se as eleições fossem realizadas hoje, os entrevistados disseram que votariam da seguinte forma: Likud 27, acima dos 25 anteriores; Bennett 22, abaixo dos 23 anteriores; Lista Conjunta 13; “Yashar!” com Eisenkot 10, abaixo dos 11 anteriores; Democratas e Israel Beytenu inalterados em 9; Otzma Yehudit e Shas inalterados em 8; Yesh Atid 7, abaixo dos 9 anteriores; Judaísmo Unido da Torá inalterado em 7. Azul e Branco (2,7%), Reservistas (1,8%) e Sionismo Religioso (1,8%) não atingem o limite mínimo.
Uma fusão tripla entre Bennett, Eisenkot e Yesh Atid, sob a liderança de Bennett, resultaria em 37 cadeiras, uma a menos do que o total obtido individualmente. Nesse cenário, o Likud subiria para 28, a oposição, sem as 13 cadeiras da Lista Conjunta, cairia duas para 55, enquanto a coalizão aumentaria em duas, chegando a 52.
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Metade dos israelenses (49%) quer que as eleições sejam realizadas conforme o cronograma previsto, ainda este ano, enquanto outros 39% preferem a data mais próxima possível e 12% estão indecisos.
Após a repatriação dos restos mortais de Ran Gvili, a opinião mais comum entre os israelenses (44%) é que Israel deveria ter garantido sua repatriação antes para salvar mais vidas. Cerca de 30% afirmaram que consideraram o resultado um grande sucesso, superando as expectativas, enquanto 17% temiam que o preço pago fosse muito alto e pudesse incentivar futuros sequestros, e 9% não sabiam.
A pesquisa, realizada entre 28 e 29 de janeiro, entrevistou 503 pessoas representando a população adulta, judaica e árabe, com uma margem de erro máxima de ±4,4%. Os resultados foram divulgados pelo jornal Maariv e compilados pela Lazar Research, dirigida por Menachem Lazar, em cooperação com a Panel4All.
Fonte: Revista Bras.il a partir de The Jerusalem Post
Foto: Revista Bras.il

