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Polícia entra em confronto com ultraortodoxos em Bnei Brak

Duas soldadas foram resgatadas pela Polícia de Israel, após serem cercadas por uma multidão haredi (ultraortodoxa) em Bnei Brak, informou a corporação na tarde deste domingo.

Segundo a polícia, um grupo de extremistas abordou as militares na Rua Hagai após elas chegarem à cidade para realizar uma atividade de assistência social como parte do serviço nas FDI.

As duas são comandantes de esquadrão do Corpo de Educação e Juventude e estavam na cidade em visita oficial à casa de um de seus soldados. A polícia esclareceu que, ao contrário de rumores, elas não pertencem à Polícia Militar.

O comandante do Distrito de Tel Aviv, Haim Sargaroff, afirmou que as soldadas não se coordenaram previamente com a Polícia. Assim que chegaram ao bairro, foram atacadas por um grupo contrário ao recrutamento obrigatório. Ele indicou que a falta de aviso prévio pode ter contribuído para a escalada do incidente.

Agentes das delegacias de Bnei Brak e Ramat Gan foram enviados ao local para escoltá-las em segurança. Com a chegada das forças policiais, a multidão passou a confrontar os agentes e a bloquear a via, arremessando latas de lixo diante das viaturas. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um carro da polícia capotado e a multidão seguindo as militares durante a retirada.

A polícia informou que trabalha para restabelecer a ordem e que 22 manifestantes foram presos. Dois policiais sofreram ferimentos leves na cabeça e foram encaminhados ao Centro Médico Sheba, em Ramat Gan. A mídia israelense relatou que um helicóptero policial foi mobilizado.

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Autoridades de todo o espectro político condenaram os distúrbios. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o episódio como “grave e inaceitável” e afirmou que se trata de uma minoria extremista que não representa a sociedade haredi. Ele pediu que os líderes comunitários condenem o motim e que os responsáveis sejam processados.

Líderes haredi como Arye Deri (Shas) e Yitzhak Goldknopf (Judaísmo Unido da Torá) também repudiaram a violência. O ex-primeiro-ministro Naftali Bennett chamou o caso de “anarquia”. A deputada Yulia Malinovsky (Israel Beitenu) afirmou que as imagens refletem perda de governança.

Outras lideranças, entre elas Gadi Eisenkot e Itamar Ben Gvir, reforçaram que ataques a soldados e policiais cruzam uma “linha vermelha” e exigiram punição rigorosa.

As tensões entre as forças de segurança e a comunidade haredi têm aumentado recentemente, com várias manifestações realizadas nas últimas semanas contra a proposta de lei que visa aumentar gradualmente a integração dos haredim nas forças armadas.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Jerusalem Post e The Times of Israel
Fotos Captura de tela (Polícia de Israel)

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