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Polícia tunisiana detêm ativistas pró-Palestina

As autoridades tunisianas detiveram vários ativistas pró-Palestina que preparavam uma nova flotilha humanitária para desafiar as restrições israelenses e levar ajuda a Gaza, disseram os organizadores em um comunicado.

A mídia tunisiana informou que a unidade de crimes financeiros da Guarda Nacional da Tunísia abriu um inquérito sobre suspeitas de lavagem de dinheiro, fraude e suposto uso indevido de fundos arrecadados por meio de doações para a campanha da flotilha.

A investigação, segundo relatos, tem como alvo vários gestores e membros do comitê diretivo da flotilha, e alguns deles foram detidos enquanto as autoridades verificam a origem e a gestão dos fundos doados.

Os organizadores acusaram as autoridades de visar ativistas que apoiam a causa palestina e exigiram sua libertação imediata. As prisões ocorreram após vários dias de interrupções em eventos relacionados à flotilha em Túnis, ligados aos preparativos para uma nova missão civil que pretende navegar em direção a Gaza.

Segundo os organizadores, a nova flotilha contará com mais de mil ativistas, incluindo médicos, investigadores de crimes de guerra e engenheiros. Ela será apoiada por um comboio terrestre que deverá atrair milhares de pessoas.

Os barcos deverão partir da Espanha, Tunísia e Itália. As autoridades proibiram também um evento planejado para quinta-feira em Túnis, que deveria receber ativistas internacionais, incluindo o brasileiro Thiago Ávila (foto), a sueca Greta Thunberg (foto) e o organizador palestino da Marcha Global para Gaza, Seif Abu Koshk.

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A equipe de Ávila afirmou no Facebook que ele também foi detido na sexta-feira no Aeroporto de Bruxelas, quando viajava de Túnis para Amsterdã para uma reunião do Grupo de Haia, um bloco de estados comprometidos com a defesa do direito internacional.

No início desta semana, ativistas afirmaram que as forças de segurança impediram uma cerimônia no porto tunisiano de Sidi Bou Said, que homenagearia os trabalhadores portuários que apoiaram a missão da flotilha no ano passado.

Antes das prisões de sexta-feira, a filial tunisiana do comitê diretivo da flotilha também havia convocado um protesto em Túnis para a noite de sábado em apoio ao Irã, após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Washington Post
Fotos: Wikimedia Commons

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