Reações de Israel à captura de Maduro
Em uma coletiva de imprensa realizada em seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, o presidente dos EUA, Donald Trump, relacionou a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro a outras operações de grande repercussão que ordenou contra adversários americanos, incluindo o ataque de 2020 que matou o general da Força Quds iraniana, Qassem Soleimani, e os ataques do ano passado às instalações nucleares do Irã.
Trump disse que os Estados Unidos “governarão” a Venezuela até que uma transição política possa ocorrer, após a espetacular operação militar americana para depor o líder venezuelano Nicolás Maduro do país.
“Vamos governar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e sensata”, disse Trump em uma coletiva de imprensa, acrescentando que as forças americanas estavam prontas para realizar uma segunda onda de ataques, “muito maior”, se necessário.
O ministro dos Assuntos da Diáspora de Israel, Amichai Chikli, do Likud, elogiou a operação dos EUA para capturar o presidente venezuelano, afirmando que ela desferiu “um golpe fatal no eixo global do mal e envia uma mensagem clara ao líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei”.
O ministério do Exterior Gideon Saar alertou os israelenses para evitarem viagens à Venezuela, após a captura de Maduro, na madrugada de sábado.
A Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel após criticar a Operação Chumbo Fundido em Gaza, entre 2008 e 2009. Israel, por sua vez, emitiu um alerta geral a todos os israelenses que não são cidadãos venezuelanos, recomendando que “evitem viajar” para o país, desde janeiro de 2025, quando Maduro tomou posse para um terceiro mandato em uma eleição que o ministério classificou como “fraudulenta”.
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Em uma atualização de seu alerta, o ministério pediu aos israelenses que evitem todas as viagens, incluindo aqueles com cidadania venezuelana, em vista dos acontecimentos no país.
O ministério também observou que “a Venezuela mantém laços com o Irã, bem como com a organização terrorista Hezbollah”.
Embora a Venezuela não tenha se declarado abertamente antissemita, a comunidade judaica há muito tempo considera o regime autoritário de Maduro hostil. Muitos na comunidade, assim como grande parte da população em geral, aguardavam há tempos a queda de Maduro.
“Os judeus aqui estão muito, muito felizes com o que está acontecendo. Muitos esperavam a queda de Maduro e rezaram por este dia”, disse Ze’ev Kirtchuk, ex-representante do Keren Hayesod na Venezuela e contato da comunidade judaica venezuelana em Israel.
A população judaica da Venezuela, que já chegou a cerca de 30.000 pessoas, vem diminuindo constantemente desde que o ditador Hugo Chávez chegou ao poder em 1999. Ondas sucessivas de emigração levaram a comunidade ao seu menor número na história moderna. Atualmente, cerca de 7.000 judeus vivem na Venezuela.
Fonte: Revista Bras.il a partir de The Times of Israel
Foto: Truth Social (Donald Trump)

