Trump ameaça infraestrutura iraniana
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu o prazo desta terça-feira, às 20h (horário dos EUA), que corresponde à madrugada de quarta em Israel, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz, intensificando a pressão com ameaças diretas a infraestruturas críticas do país.
Caso a exigência não seja cumprida até o prazo dado, Trump prometeu iniciar ataques a usinas de energia e pontes, chamando a data de “Dia das Usinas Elétricas e Pontes”.
O ultimato, originalmente emitido em março, já foi prorrogado duas vezes, mas agora inclui uma lista maior de alvos. Entre eles estão grandes usinas elétricas próximas a Teerã, responsáveis por boa parte do fornecimento energético do país. Como a matriz energética iraniana depende majoritariamente de gás natural, ataques à infraestrutura de gás também poderiam comprometer gravemente o sistema elétrico.
Pontes estratégicas também estão na mira, sob a justificativa de que servem para transporte militar de mísseis e drones. Assessores de Trump argumentam que destruir essas estruturas pode prejudicar os programas nuclear e balístico iranianos. No entanto, militares de alta patente alertam que atacar infraestrutura civil como forma de pressão pode ser ilegal.
Do lado iraniano, o ministro da Energia afirmou que o país possui capacidade excedente de eletricidade e uma rede descentralizada, capaz de resistir e se recuperar rapidamente de ataques. Ainda assim, o Irã enfrenta problemas crônicos de energia, especialmente no verão, quando o consumo aumenta.
O Irã reagiu com ameaças de retaliação. O presidente do parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Trump de empurrar os EUA e a região para uma escalada perigosa, mencionando a influência do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu.
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Paralelamente, a guerra já afeta diretamente países do Golfo. O Irã atacou instalações energéticas no Catar, Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Um dos casos mais graves foi o impacto em Ras Laffan, no Catar, reduzindo significativamente a capacidade de exportação de gás por anos.
A principal preocupação regional, porém, vai além do petróleo: as usinas de dessalinização. Esses países dependem fortemente desse sistema para abastecimento de água, em alguns casos, quase totalmente. Um ataque recente a uma grande usina no Kuwait reforçou o temor de colapso no fornecimento de água para milhões de pessoas.
Fonte: Revista Bras.il a partir de Israel Haiom
Foto: IA

