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Trump pressiona Netanyahu por diálogo com Irã

Em um encontro de quase três horas na Casa Branca, nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discutiram a continuidade das negociações nucleares com o Irã, ressaltando tanto a importância da diplomacia quanto as preocupações de segurança de Jerusalém.

Ao final da reunião, Trump afirmou ter “insistido” junto a Netanyahu que as conversas com Teerã devem continuar para explorar a possibilidade de um acordo que evite a proliferação nuclear e reduza tensões na região.

Em uma publicação em suas redes sociais, o presidente norte-americano descreveu o encontro como “muito bom”, mas reconheceu que “não foi alcançado nada definitivo, além da insistência em manter as negociações” com o Irã. Ele acrescentou que, se um acordo for possível, essa será sua preferência, mas que o desfecho ainda é incerto.

Por sua vez, o gabinete de Netanyahu destacou que o premiê enfatizou as “necessidades de segurança do Estado de Israel” no contexto das conversas com Teerã, insistindo que qualquer negociação futura deve abordar não apenas o programa nuclear iraniano, mas também questões como o desenvolvimento de mísseis balísticos e o apoio a grupos armados na região.

Os dois líderes concordaram em manter coordenação estreita e contato direto sobre esses temas.

O encontro ocorre em meio a uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã, realizadas recentemente em Omã, apesar de o Irã insistir que os diálogos se concentrem apenas no seu programa nuclear. Trump, no entanto, tem sugerido que, se não houver progresso diplomático, opções militares permanecem sobre a mesa, recordando ataques anteriores dos EUA a instalações nucleares iranianas.

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Além de discutir o Irã, Trump e Netanyahu abordaram outros desafios regionais, incluindo a situação em Gaza. A visita do –  premiê israelense foi a sétima a Trump desde o retorno do presidente ao poder em 2025 e refletiu tanto a pressão de Israel por uma postura mais dura quanto a abordagem pragmática de Washington, que tenta equilibrar diplomacia e dissuasão para evitar uma escalada militar mais ampla no Oriente Médio.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Times of Israel
Foto: Avi Ohayon (GPO)

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