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Um quase israelense

Por Roni Szuchman

Por ainda não falar, e talvez nunca chegar a falar, hebraico, me sinto um pseudo-israelese. Completando três anos e meio aqui, que parecem ser mais de uma década pelo que já vivi, começo a me sentir cada vez mais enraizado.

Deixei a barba crescer, automaticamente junto os dedos e não espalmo a mão para indicar aguarde e nas esbarradas acidentais no metro se me encaram com cara feia, encaro de volta sem intimidação, mas no meu caso, com cara bonita (genética).

Também me senti aliviado com a volta do último refém morto de Gaza para Israel. Finalmente, todos voltaram pra casa.

Estes dias, estive na minha terra natal, fiz conexão em Barcelona onde minha mala ficou detida uma semana até me alcançar. Por uma incrível coincidência, só a minha não chegou (eu era o único vindo de Israel naquela conexão). Na volta por pouco não fui barrado em um protesto contra Israel no portão de embarque em Milão. Já na minha terra natal, pichação Free Palestine como se eles não tivessem nada melhor pra se preocupar, como milhares de pessoas passando fome na rua (difícil de ver gente procurando comida no lixo), mas o importante são os palestinos no outro lado do planeta…

Finalmente estou me mudando para Tel Aviv, meu desejado destino final. Comecei no Norte em Karmiel, passando por Netanya e Givat Shumel.

Agora, só falta eu falar a língua local ao invés do inglês. Quase lá, um quase israelense.

Dica útil: Preparem o “guarda-chuva”, chuva de foguetes vindo do Irã. Cuidem-se e rezem.

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião da Revista Bras.il.

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