29/11/1947, dia da partilha, estado judeu e estado árabe
Por David S. Moran
Uma discussão que já vai por quase 80 anos é como os judeus chegaram ao Estado de Israel e os árabes que ali viviam se foram dispersando. Vale a pena lembrar que jamais existiu um estado palestino, enquanto que Israel como estado dos judeus existia há mais de 3.000 anos e é mencionado diversas vezes até na Bíblia. O Império Romano conquistou a área e depois vários outros impérios e, há mais de 500 anos, quem governava a área era o Império Otomano (turco), de 1517 até 1917, quando o Império Britânico conquistou a área.
Neste mesmo ano, em 2 de novembro, o ministro do Exterior britânico, Lord Arthur Balfour, em nome do governo britânico, prometeu apoiar o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu na Palestina. Naquela época, esta área era árida e pouco habitada. Os judeus nunca deixaram de viver neste local que viria a ser o Estado de Israel. Apesar de serem dispersados pelo mundo, sempre houve presença de judeus em Israel. De todas as partes do mundo os judeus rezaram e rezam voltados ao Estado de Israel.
Com a criação do movimento sionista e depois do primeiro Congresso Sionista, em 21/08/1987, aconteceram levas de imigrações de judeus que eram perseguidos, principalmente da Europa. Depois do Holocausto e o assassinato de um terço do povo judeu (6 milhões de seres humanos), os países do mundo estavam mais propícios a criar um Estado Judeu, para os judeus que lá gostariam de viver.
No dia 29/11/1947 sob a presidência do brasileiro Osvaldo Aranha, a Assembleia Geral da ONU votou a Resolução 181, para a criação de dois estados: um judeu e um árabe (não palestino, pois não existiam os palestinos). Com maioria de 33 países a favor, 13 contra e 10 abstenções a resolução foi aprovada. O ishuv judeu aceitou imediatamente com alegria. Os árabes que já tinham estados como o Egito, Líbano, Síria, Jordânia (que logo invadiu e ocupou a Transjordânia), Iraque e outros, rejeitaram.
Enquanto Israel aceitou o plano da partilha e começou os arranjos para decretar a criação do Estado de Israel, sete países árabes lançaram suas forças armadas, reforçados por grupos de árabes da Palestina contra o novo país, indefensável, pensando removê-lo do mapa mundi.
A determinação dos judeus israelenses foi essencial e eles venceram os países potentes, numa guerra longa. Em 14/05/1948, o primeiro-ministro David Ben Gurion declarou a Independência de Israel.
Os árabes que não aceitaram a independência do estado judeu, desde então, com mais ou menos tensão combatem Israel, que apesar de todas as adversidades, continua atraindo judeus do mundo todo para emigrar a Israel, país que continua a crescer e a progredir em todas as áreas.
Em 29/11/1977, a ONU subjugada a 56 países muçulmanos, entre eles 22 países árabes, votou pela criação do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestino. Aliás povo que jamais existiu. Desde 1517 a 1917, a região era parte do Império Otomano (turco) e de 1917 a 1947, era parte do Império Britânico.
Nestes 77 anos, basta ver como o Estado de Israel prosperou e o que israelenses contribuíram para o mundo, comparando com o que e para onde chegaram os 1,5 bilhão de muçulmanos do mundo todo em geral e os 7 milhões dos chamados palestinos, em particular e sua contribuição ao mundo.
Foto: picryl
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