Parlamentares árabes não juram lealdade ao país na posse

Parlamentares membros da Lista Conjunta geraram protestos na cerimônia de posse na Knesset com juramento de lutar contra a “ocupação”.

Durante o processo de tomada de posse, os legisladores árabes substituíram o compromisso tradicional de servir Israel e a Knesset com lealdade por promessas de lutar contra o “apartheid”, “a ocupação” e o “racismo”.

O juramento padrão para legisladores que iniciam os mandatos na Knesset declara: “Eu me comprometo a ser fiel ao Estado de Israel e a cumprir com devoção minha causa na Knesset”. Durante a cerimônia de juramento, os nomes dos legisladores são chamados e eles respondem “Eu me comprometo”.

Mas em um movimento proposto por Ofer Cassif, único judeu do partido, quatro dos seis membros da Lista Conjunta levaram suas próprias redações.

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“Eu me comprometo a lutar contra a ocupação”, disse Aida Touma-Suleiman do Hadash.

Cassif disse: “Eu me comprometo a lutar contra o racismo e os racistas”.

As alterações foram recebidas com protestos de outros legisladores. O presidente da Knesset, Yariv Levin, do Likud, desqualificou as declarações e os parlamentares foram escoltados para fora do plenário por interromper os procedimentos.

A Lista Conjunta é composta pelos partidos Hadash, Balad e Ta’al. Os parlamentares Ayman Odeh, Touma-Suleiman e Cassif do Hadash e Sami Abu Shehadeh do Balad acrescentaram várias causas às suas declarações de compromisso. Os dois membros de Ta’al, Ahmad Tibi e Osama Saadi, não participaram.

Eles precisarão dar a declaração apropriada em um momento posterior ou ter alguns de seus direitos negados como parlamentares e podem perder seus salários até que sejam oficialmente empossados.

A Lista Conjunta se absteve de endossar qualquer candidato a primeiro-ministro.

Fontes: The Times of Israel e Arutz Sheva

Foto: Alex Kolomoisky (Flash90)

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