A histórica visita de Jair Bolsonaro a Israel

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, esteve em visita a Israel no início de abril, juntamente com ministros e senadores e foi recebido, ainda no aeroporto Ben Gurion pelo Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu. Apenas outros quatro chefes de Estado receberam essa deferência na administração do atual mandatário israelense. Os outros foram o atual presidente norte-americano, Donald Trump e o antecessor, Barack Obama, o Papa Francisco e o Primeiro-Ministro indiano, Narendra Modi, que retribuiu a gentileza em visita de Netanyahu, no ano passado, à Índia.

As primeiras palavras do presidente brasileiro logo após o desembarque foram Ani Ohev Israel. Eu amo Israel.

Fizeram parte da comitiva do presidente, os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), os senadores Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Chico Rodrigues (DEM-RR) e Soraya Thronicke (PSL-MS), além da deputada Bia Kicis (PSL-DF).

A grande expectativa de que Bolsonaro transferisse a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém foi adiada. O presidente brasileiro acabou anunciando a criação de um “escritório de negócios” em Jerusalém, sem status diplomático, “para a promoção de comércio, investimentos e intercâmbio bilaterais”, mas falou que a possibilidade de transferir a embaixada não está descartada, pois ainda está no início do governo e tem muito tempo pela frente: “É como um casamento, primeiro fica noivo e depois casa”. Em encontro com a imprensa na residência oficial do Primeiro-Ministro, Netanyahu saudou a abertura de um escritório brasileiro na cidade e pediu que esse seja “o primeiro passo para a abertura da embaixada brasileira em Jerusalém”.

Na sequência da visita, Bolsonaro entregou a Insígnia da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul – a mais alta condecoração brasileira atribuída a cidadãos estrangeiros – à Brigada de Resgate e Salvamento do Comando da Frente Interna de Israel, especializada em resgates em situações de emergência, que ajudaram na operação de resgate das vítimas em Brumadinho (MG). Antes da cerimônia de condecoração, o presidente visitou a unidade de contraterrorismo da polícia israelense.

O presidente Jair Bolsonaro visitou a basílica do Santo Sepulcro – o templo mais sagrado para o cristianismo, na Cidade Velha de Jerusalém. Em seguida, acompanhado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu foi ao Muro das Lamentações. Esta foi primeira vez que um chefe de Estado visitou o local mais sagrado do judaísmo junto com um premier israelense. O Muro foi fechado aos visitantes para receber os dois mandatários. Bolsonaro rezou ao lado de Netanyahu e colocou um bilhete entre as pedras do muro. Ao ser perguntado o que escreveu, Bolsonaro respondeu: “Deus, olhe pelo Brasil”.

Bolsonaro e Netanyahu também visitaram juntos o túnel arqueológico subterrâneos na lateral do Muro e a Sinagoga Shaarei Tshuvá, que para os judeus representa o lugar de oração mais próximo de onde estava localizado o Templo na época romana.

No terceiro dia da visita Bolsonaro tomou café da manhã com CEOs de empresas israelenses e israelo-brasileiras e ao lado de Benjamin Netanyahu, visitou uma exposição de produtos de empresas de inovação.

O presidente testou uma nova tecnologia israelense de reconhecimento facial e ouviu algumas explicações sobre os produtos em exposição. Em seguida Bolsonaro e Netanyahu participaram da cerimônia de abertura do encontro empresarial Brasil-Israel, em Jerusalém, que contou com cerca de 300 empresários dos dois países. Bolsonaro afirmou, em seu discurso, que seu relacionamento com Israel “veio para ficar” e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também ressaltou as novas conquistas e disse que “não há melhor parceira atual no mundo” do que a traçada entre as duas nações. O evento com executivos, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em parceira com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), reuniu cerca de 60 empresas brasileiras dos setores de construção civil, alimentos e bebidas, saúde, defesa e pescado.

O presidente Jair Bolsonaro visitou o Museu do Holocausto, Yad Vashem, e hall da lembrança, Bolsonaro avivou a chama perpétua, depositou uma coroa de flores e ouviu uma oração pelas vítimas do Holocausto. No livro de visitas do museu, o presidente escreveu a mesma frase que disse em seguida: “Hoje fazemos um exame de consciência. Aquele que esquece o seu passado está condenado a não ter futuro. Eu amo Israel”.

O presidente brasileiro também plantou uma oliveira no Bosque das Nações do KKL.

Durante a visita do Presidente a Israel foi assinado um Acordo de Cooperação em Ciência e Tecnologia, para “aproximar os ecossistemas de inovação brasileiro e israelense” e para fomentar a vinda de start-ups israelenses ao Brasil. Também foram firmados dois acordos relativos ao plano de cooperação na área da saúde e da medicina, entre ministérios da Saúde dos dois países (para os anos 2019 e 2022), e uma cooperação entre o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Autoridade Nacional de Cibersegurança de Israel (INCD).

Na última agenda da viagem, Bolsonaro se encontrou com cerca de 25 representantes da comunidade de brasileiros da cidade israelense de Raanana, no Hotel King David, em Jerusalém. O encontro, previamente agendado para acontecer em Raanana foi transferido para Jerusalém por questões de logística. Estiveram presentes ao encontro o prefeito de Raanana, Chaim Broyde, o Rabino Ivo Zilberman da sinagoga Kehilat Or, fundada pela comunidade brasileira em Israel, Fabio e Claudia Albeszyc, Mordechai Sonnenfeld, Sharon Abadi, Michel Abadi, entre outros.

A Revista Bras.il foi o único órgão da imprensa judaica não-israelense a cobrir pessoalmente a viagem. A jornalista Marcia Sasson acompanhou a comitiva em todas as visitas e solenidades. Veja a cobertura completa.

 

Senador Flávio Bolsonarovisita o Hospital Hadassah

O Senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do Presidente do Brasil fez uma histórica visita ao Hadassah Medical Organization Ein Kerem como parte da delegação presidencial oficial, demonstrando o relacionamento excepcional que o Brasil está desenvolvendo com o Estado de Israel. O Prof Zeev Rotstein, Diretor Geral do Hadassah Medical Organization, apresentou pessoalmente algumas das extraordinárias características do Hadassah para o Senador Bolsonaro. O Prof. Rotstein, cardiologista, junto com o diretor árabe do Departamento de Cardiologia, Dr. Refat Jabara, levou os visitantes ao Centro de Cardiologia Irma e Paul Milstein, um dos mais avançados do mundo. Após a visita o Senador twittou “Visita ao Hadassah, o maior hospital público de Israel, onde tecnologias inovadoras e uma proposta de troca de conhecimento para a saúde no Brasil foram apresentadas. Eles cuidam de cerca de dois milhões de pacientes por ano, com cobertura total e excelência.”

O Senador esteve acompanhado pelos líderes comunitários brasileiros Meyer Negri e Victor Metta junto com Fabio Wajngarten.

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