A lição para o Irã da Operação Amanhecer

Por David S. Moran

Tudo começou com a captura de um dos maiores líderes da organização terrorista Jihad Islâmica Palestina (JIP), Baseem Saadi e seu ajudante de ordem, na “kassba” de Jenin, na Cisjordânia. Este é um antro de cobras e o exército teve que mostrar que Baseem estava vivo, para contradizer boatos.

Daquele momento em diante, a Jihad Islâmica Palestina procurou revidar. As informações foram de que o comandante da área norte da JIP, Tayseer al Jabari, que é também o comandante das tropas antitanques, destacou grupos para atacarem carros de israelenses que trabalham perto da fronteira com a Faixa de Gaza.

O comando das Forças de Defesa de Israel (FDI) instruiu o exército a barrar a passagem e ordenar a população fechar-se em casa. Foram quatro dias difíceis, mas resguardou vidas. Na sexta-feira (5) chegaram informações do Shabak e do Serviço de Inteligência do FDI de que Tayseer estava se escondendo no meio de civis, no sexto andar de um edifício de 16 andares. Ele mudava de lugar o tempo todo. A Força Aérea podia explodir o edifício, mas queria resguardar os civis. Cientificando-se de que Taysser se encontrava lá com outros comandantes da JIP, a Força Aérea israelense realizou uma operação cirúrgica. Lançou ao 7º andar uma bomba que atravessou dois quartos, sem explodir, pois, na casa estavam civis e a fez explodir no assoalho, que é o teto do 6ºand para abrir uma fresta. Em seguida a aviação lançou sete pequenas bombas diretamente ao apartamento onde estava o comandante da JIP e o explodiu, eles morreram e os civis dos outros apartamentos nada sofreram. A reação era esperada.

A Jihad Islâmica lançou misseis escondidos em meio a casas de civis. Ao todo foram laçados 1.175 mísseis e morteiros, dos quais 990 alcançaram o território israelense (os demais caíram na Faixa de Gaza), 450 foram interceptados pelo Domo de Ferro, que teve sucesso incrível de 97%. Os demais caíram em áreas abertas. A FAI efetuou 170 incursões com armamento preciso.

Nos três dias em que a Operação Amanhecer estava sendo travada, o líder da Jihad Islâmica Palestina, Ziad al Nakhala encontrava-se no Irã e conferenciou com o presidente iraniano, Ebrahim Raisi. O Serviço de Inteligência informou onde se encontrava o líder militar da área Sul da JIP, Khaled Mansour, considerado ainda mais extremista e cruel do que Jabari, e ele foi ao céu, encontrar “72 virgens”.

A organização terrorista Hamas, três vezes maior que a JIP, recebeu mensagens das FAI e do governo israelense de não intervir nos combates e estaria a salvo. Na realidade o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, estava torcendo para que Israel derrotasse a JIP, sua rival e ao mesmo tempo queria que a população civil não sofresse mais do que já está sofrendo. Afinal de contas, mais de 15 mil gazenses trabalham em Israel e suprem as necessidades de mais de 100 mil pessoas. Israel fornece combustível a usina elétrica e outros produtos.

Em três dias de combates, Israel deu luz verde ao Egito para negociar com a JIP um cessar fogo e este foi conseguido e marcado para as 20:30h de domingo (7). Ao anoitecer a JIP lançou uma chuva de mísseis, para mostrar quem dá o tom e tentar matar israelenses, pois tentou acertar cidades, como Bat Yam, Holon, Tel Aviv e Jerusalém. Assim, o cessar fogo só entrou em vigor as 22:30h.

Ingratidão

Israel manteve o Egito nas negociações para conseguir o cessar fogo. Depois de conseguido, o primeiro ministro, Yair Lapid ligou ao presidente egípcio, Abdel Fattah a Sissi e agradeceu o auxílio e intervenção egípcia.

No entanto, horas depois do cessar fogo, o embaixador egípcio na ONU, Osama Abdel khaled, criticou o Estado Judeu alegando não respeitar os direitos dos palestinos e apresentou estatísticas e números enganosos sobre o bloqueio de Gaza. Isto, como se o Egito não tivesse fronteira com a Faixa de Gaza, que até 1967 pertencia ao Egito e ninguém reivindicava a criação de um estado palestino. O embaixador egípcio também não mencionou nenhuma vez a organização terrorista JIP, como se esta não existisse. Acusou Israel de ser o “total responsável pelo o que ocorre na Faixa de Gaza”. A saber: devido aos acordos de paz de 2004, Israel desmantelou todas as casas nos assentamentos e povoados israelenses, retirando mais de 15.000 judeus que lá se estabeleceram

Resumo

Em três dias as FDI eliminaram dois altos comandantes da Jihad Islâmica, em operações de sucesso cirúrgico devido as informações dos Serviços de Inteligência. O sucesso da Operação Amanhecer também se deve se ao Domo de Ferro e aos jovens soldados e soldadas que servem em Tsahal (FAI).

Ao contrário da JIP que se esconder no meio de civis, Israel tenta ao máximo evitar atingir civis. Assim, um alvo quente, foi poupado três vezes devido à presença de civis ao lado. Só, operaram quando nenhum civil estava na área. A Jihad Islâmico Palestina só tentou alvejar civis israelenses. Mesmo quando um míssil lançado pela JIP que por falha caiu perto de uma mesquita matando cinco pessoas, entre elas quatro crianças, e ferindo dezenas, eles tentaram acusar Israel de tê-lo lançado. As provas apresentadas por Israel calaram suas acusações.

Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos acusaram a Jihad Islâmica Palestina de prejudicar os palestinos, por prejudicar os palestinos, sendo proxies do Irã. Ela age pelos interesses do Irã, para mover o acordo nuclear com as potências (Memri. 7.8.22). O jornalista de Bahrein, Amjed Ta, que escreve de Londres, denunciou que o míssil que atingiu as crianças perto da mesquita é míssil iraniano que falhou (Memri, 7.8.22).

As lições que Irã e Hizballah devem tirar

Israel está determinado a tirar qualquer ameaça que paire sobre sua população. As FDI, tem informações e material bélico próprio e importado que fazem inveja a outros exércitos. Frente às ameaças de Nasrallah de atacar o navio que extrai gás do mar, o revide israelense seria de destruir a metade do falecido Estado do Líbano. Se o Irã continuar a ameaçar Israel, quando esgotar a paciência deste, Israel agirá só ou com a ajuda dos EUA para acabar com a ameaça.

Foto: Israel Police, CC BY-SA 3.0 (Wikimedia Commons)

2 thoughts on “A lição para o Irã da Operação Amanhecer

  • 12 de agosto de 2022 em 09:59
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    Artigo muito verdadeiro com exceção de uma mentira” não é verdade que Israel está determinado a tirar qualquer ameaça que paire sobre sua população”, permite a entrada perigosa de 15000 árabes doutrinados para odiar Israel e fecha as portas do país aos Bnei anussim e remanescentes das 10 tribos perdidas que amam Israel e poderiam ocupar os empregos aqui. Hoje temos 10000 jihadistas aqui entre nós concentrados em Shechem e Jenin.

  • 12 de agosto de 2022 em 19:11
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    Corte a cabeça da serpente, antes que a cabeça cresça e apareça, antes que faça o mal.

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