Alguém está tentando me matar! Como eu saio dessa…?
Por Mary Kirschbaum
Como cada um está vivendo este momento, aqui em Israel, e do que depende sua forma de resistir a tal ameaça que, hoje, para nós, é uma certeza?
Em primeiro lugar, não sei se estava absolutamente clara esta afirmação, antes de realmente presenciarmos várias mortes, aqui no nosso Estado de Israel, onde sempre nos sentimos protegidos.
O fato é que quando lidamos com o “demônio”, haverá mortes. Mas não estou aqui a profetizar nada, mesmo porque sou uma mera cidadã brasileira israelense, e com interesse no psicológico das pessoas, no seu comportamento.
Bem, as pessoas em cenários de guerra, pelo que nos é ensinado, lidam com o medo da morte iminente através da resignação ativa, focando no momento presente e buscando sentido no meio do caos. A Psicologia aponta mecanismos como fortalecimento de vínculos sociais (apoio mútuo), espiritualidade, fé, aceitação da finitude e foco em tarefas diárias para manter a sanidade e esperança, mesmo sob trauma extremo.
Então devemos nos concentrar na sobrevivência imediata e em ações práticas, em vez de se paralisar pelo medo do futuro incerto.
Compartilhar sentimentos e criar redes de apoio, ajuda a reduzir a sensação de isolamento e desespero.
Encontrar razões para viver, como cuidar da família, ajudar a comunidade ou manter crenças espirituais, religiosas, ajuda a ressignificar o medo da morte.
Reconhecer a morte como parte natural da vida, diminuindo a resistência ansiosa à imprevisibilidade.
Em situações de alto trauma, a terapia de luto e intervenções para luto complicado são cruciais para processar perdas e evitar traumas permanentes.
Devemos, então, focar urgentemente na adaptação à realidade, mesmo que difícil e extrema, onde a coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de agir apesar dele.
Hoje tivemos notícias extremamente desesperançosas, com o ataque no sul de Israel. O povo acordou em silêncio, apesar dos trovões, urrando com o nosso HaShem enfurecido lá fora.
Mas cada vez mais, descubro a minha fé e o meu amor por Israel.
O Leão de Judá ruge alto e forte e não nos abandonará. É preciso determinação para continuar.
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião da Revista Bras.il.



































Excelente texto. Como nos ensina o psicólogo e psiquiatra Viktor E. Frankl em seu ótimo livro Em Busca de Sentido, onde ele relata e analisa o comportamento humano a partir de sua experiência em Auschwitz, e como a Mary bem coloca aqui em seu texto, compartilhar sentimentos e criar redes de apoio é fundamental nestes momentos difíceis. Focar no presente, e na confiança que o Criador não nos abandonará.