Chacais nos parques de Tel aviv: não os alimente!

Com os israelenses isolados em suas casas desde que as autoridades israelenses ordenaram o confinamento da população para evitar a propagação da pandemia do coronavírus, os parques e áreas verdes das cidades ficaram desertos.

No Parque Hayarkon em Tel Aviv, lugar normalmente lotado de atletas e famílias, o silêncio deu lugar a dezenas de chacais (mamífero da família dos lobos e coiotes). À primeira vista parecem estar brincando, mas segundo os veterinários eles estão desesperados em busca de comida.

O chefe do Departamento de Veterinária da cidade, Zvi Galin, explicou que os chacais são catadores que percorrem o parque à noite e comem os restos deixados pelas pessoas. Portanto, sem a presença humana, eles também são afetados pela crise do coronavírus.

“Eles não têm comida, então aparecem mais cedo do que o normal e, em busca de comida, percorrem longas distâncias”, explicou Galin, que calculou que existem cerca de 100 chacais no Hayarkon Park e que, geralmente por medo, ficam longe das pessoas.

Nos últimos anos, nenhum incidente foi relatado entre um chacal e um ser humano, diz o zoólogo Yariv Malichi, que teme que o bicho se acostume com as pessoas. “Tem gente que joga comida para os chacais, mas uma vez que um animal selvagem faz a relação ‘humano-comida’, o perigo existe”, adverte ele.

O Departamento de veterinária condena veementemente esta prática, porque essa socialização pode se tornar um ataque às pessoas quando eles não recebem comida e alerta: “Existem chacais na cidade? Deixe-os e, acima de tudo, não os alimente!”.

Assim como em Tel Aviv, o coronavírus também permitiu que animais selvagens aparecessem em outros centros urbanos de Israel: os cidadãos relataram a presença de javalis nas ruas de Haifa e cabras selvagens caminhando ao longo da costa de Eilat.