Comunidade judaica em Uganda pede socorro

A comunidade judaica ortodoxa Putti localizada em Mbale, Uganda, observa os princípios e práticas judaicas. Atualmente, a comunidade está vivendo um momento difícil devido a pandemia COVID-19. Houve uma determinação no país de que todas as pessoas devem ficar em casa, todo o transporte público interrompido, todas as reuniões sociais proibidas, a maioria dos negócios inativa, a maioria dos locais de trabalho fechada.

Putti é uma vila agrária. A comunidade está centrada na sinagoga She’erit Yisra’el, que tem cerca de 150 membros. A congregação é conhecida coletivamente como Kahal Kadosh She’erit Yisra’el ou KKSY (Remanescente da Santa Congregação de Israel).

Atualmente, os moradores de Putti praticam o judaísmo de acordo com a halakha ortodoxa (sefardi), como candidatos à conversão ortodoxa. Os membros locais realizam brit milá em meninos aos oito dias de idade, mantêm kashrut, observam o Shabat, os dias sagrados judaicos e as leis da pureza familiar Taharat haMishpacha.

A comunidade foi fundada por volta de 1920, quando o chefe do distrito Semei Kakungulu, contrariado com os cristãos (britânicos) que o traíam, sentiu uma afinidade pelos judeus do Antigo Testamento. Ele declarou que sua comunidade agora seria judia e baseou suas práticas no que ele entendeu ao ler a Bíblia e conhecer viajantes judeus. Após o período de dura opressão sob Idi Amin, alguns membros da comunidade visitaram a Sinagoga em Nairóbi e se conectaram ao judaísmo tradicional. Eles começaram a incorporar as práticas que observavam em sua própria adoração.

A comunidade judaica mundial tomou conhecimento da presença judaica em Uganda através dos esforços de um jovem voluntário da corporação da paz. Os judeus reformistas e conservadores, impressionados com o desejo de serem judeus, ofereceram-se para ajudá-los. A maioria dos assentamentos judeus em torno de Mbale aceitou esse apoio, que incluía objetos judaicos, apoio financeiro e conversão e aceitação não ortodoxa. No entanto, a comunidade de Putti não acompanhou o resto do Abayudaya e permanece até os dias atuais na esperança de receber uma conversão aceita pelos ortodoxos.

 

“Em breve vamos morrer de fome se não comprarmos alimentos e armazenarmos para nos preparar para a situação. A vida vai piorar. Portanto, apelo a apoio financeiro para ajudar minha comunidade”, comenta um dos membros da comunidade.

 

Além do apoio financeiro a comunidade também precisa de material de higiene, máscaras, lenços descartáveis e todos os suprimentos que podem ajudar a comunidade e os membros da vila a se protegerem da corona.

Aqueles que quiserem contribuir para a comunidade podem entrar em contato com sua liderança pelo email lavaran83@gmail.com ou telefone (whatsapp) +256773995065.

Fotos enviadas pelos membros da comunidade