Estou destroçado! Ele era meu mundo!

Os principais políticos de Israel enviaram condolências à família de Amit Ben-Yigal, sargento da Unidade de Elite Golani do exército de Israel.

O sargento Amit, de 21 anos,  foi atingido por uma pedra arremessada de um prédio na cidade de Yabad, norte da Cisjordânia, quando estava fazendo uma ronda pelo local.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu expressou suas condolências à família de Amit Ben-Yigal, e acrescentou: “Como aconteceu em todos os casos nos últimos anos, a mão longa de Israel alcançará o terrorista e o responsabilizará”.

O presidente Reuven Rivlin também enviou suas condolências aos parentes do soldado assassinado. “Estamos com o coração partido pela morte deste jovem, mas estou confiante de que nossas forças encontrarão os terroristas e os levarão à justiça”, concluiu.

Amit Ben-Yigal era filho único, portanto ele havia solicitado permissão especial para se tornar um soldado combatente. De acordo a lei israelense, um filho único, ou o irmão de um soldado que morreu no exército, precisa do consentimento explícito de seus pais para ingressar em uma unidade de combate, ao contrário de outros recrutas que podem ser colocados em uma unidade de combate pelo exército sem tal acordo, e até mesmo com a oposição de seus pais.

Segundo Baruch Ben-Yigal, o filho insistiu em servir na unidade Golani depois de visitar os campos de extermínio na Polônia. “Eu disse a ele: Amit, você é meu único filho, você precisa entender o que isso significa. Ele respondeu que não temos outro país e eu fui com ele assinar o documento e fiquei muito orgulhoso dele.”

Em um post no Facebook em homenagem ao combatente Daniel Pomerantz morto durante a Operação Protective Edge, Amit escreveu sobre seu orgulho de servir na unidade: “Ser Golanichik não é olhar para trás, porque você sempre tem um país inteiro atrás de você”, escreveu ele.

Ao enterrar o filho, Baruch Ben-Yigal repetia: “Estou destroçado, estou destroçado. Ele era meu único filho ele era meu mundo“.

As forças do IDF, do Shin Bet e Polícia de Fronteiras intensificaram a caça aos terroristas muçulmanos que assassinaram o sargento  Amit Ben Ygal. Pelo menos 10 suspeitos estão sendo interrogados.