Insegurança alimentar atinge 500 mil famílias israelenses

Cerca de 522.000 famílias em Israel vivem atualmente com insegurança alimentar, metade delas gravemente, embora a pobreza e a desigualdade de renda tenham diminuído ligeiramente, de acordo com um novo relatório do Instituto Nacional de Seguros (Bituach Leumi).

A insegurança alimentar acontece quando as pessoas não têm acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficiente para sua sobrevivência, como define a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO)

A pesquisa foi realizada em 2021 em meio à pandemia de COVID-19 e a retomada do crescimento econômico.

Apesar desses números, a pesquisa mostrou melhora geral na segurança alimentar e na economia. Embora o Produto Interno Bruto de Israel tenha diminuído 1,9% em 2020, ele aumentou 8,3% em 2021, uma alta taxa de crescimento mesmo em comparação com outros países desenvolvidos.

A taxa de desemprego teve uma queda muito acentuada, passando de 35% no auge da pandemia para apenas 5% em 2021 e os salários subiram.

Além disso, o percentual de famílias vivendo com insegurança alimentar caiu de 18,1% em 2016 para 16,2% em 2021.

Isso também aconteceu entre as crianças. Em 2016, 26,3% das crianças em Israel viviam com insegurança alimentar. Em 2021, o percentual caiu para 21,1%.

No geral, os gastos com o bem-estar de Israel ainda são significativamente menores do que em outros países.

Muitos benefícios do governo, fornecidos durante a pandemia, desapareceram desde então, como apoio financeiro a famílias e empresas. Os subsídios de desemprego também foram reduzidos como forma de encorajar o regresso ao trabalho. No entanto, também foram concedidos subsídios de incentivo a quem recebeu subsídio de desemprego, mas teve de regressar ao trabalho com um salário inferior ao que recebia antes da COVID.

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Além disso, embora os subsídios tenham diminuído, a recuperação econômica mais do que compensou, o que significa que a receita líquida média aumentou.

A pesquisa constatou que 16% das famílias e 21% das crianças vivem com insegurança alimentar. Estes tendem a se concentrar entre os moradores da periferia e na área de Jerusalém.

Em outras palavras, um quinto (20%) de todas as crianças em Jerusalém e no norte de Israel vive com insegurança alimentar persistente.

A maior parte da insegurança alimentar está concentrada entre o setor árabe de Israel e aqueles que recebem pagamentos do governo para invalidez ou pagamentos de garantia de renda mínima.

Na verdade, os árabes-israelenses experimentam quase três vezes mais insegurança alimentar do que a média nacional.

Deve-se notar, porém, que a população ultraortodoxa de Israel teve uma melhora significativa na segurança alimentar e agora está mais próxima da população em geral.

Outro grupo demográfico a ser observado são os pais solteiros, que têm maior probabilidade de viver com insegurança alimentar do que as famílias com mais de uma renda.

O ministro do Bem-Estar e Assuntos Sociais, Ya’acov Margi, chamou a insegurança alimentar em Israel de “uma situação intolerável”.

“Ordenei aos funcionários do Ministério de Bem-Estar e Assuntos Sociais e do Instituto Nacional de Seguros que me apresentassem um plano o mais rápido possível para a erradicação da pobreza e da insegurança alimentar em Israel”, disse ele em comunicado. “Assim que esse plano for apresentado, vou convocar discussões urgentes no governo para promover propostas de combate à pobreza e à insegurança alimentar”.

O Ministro no Ministério do Bem-estar e Assuntos Sociais, Yoav Ben-Tzur, concordou, observando: “Mais de meio milhão de famílias em Israel vivem em insegurança alimentar. Esta é uma estatística chocante e dolorosa que deve ser abordada com urgência”.

Fonte: The Jerusalem Post
Foto: Canva

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