Irã e Hezbollah lançam ataque integrado contra Israel
O conflito no Oriente Médio entrou em uma nova fase após, o Irã e o Hezbollah lançarem ataques coordenados contra Israel, combinando mísseis balísticos disparados do território iraniano com foguetes e drones lançados a partir do Líbano. A operação ocorreu durante a madrugada e acionou sirenes de alerta em diversas cidades israelenses.
Por volta das 20h, um ataque inicial com 100 foguetes foi lançado do Líbano, enquanto um míssil iraniano atingiu a região central do país, em um ataque que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã classificou como coordenado. Outros mísseis iranianos atingiram o norte e o sul do país.
O ataque do Hezbollah foi o mais intenso lançado pelo grupo terrorista pró-Irã desde o início do conflito. Os ataques não deixaram feridos graves, mas causaram grandes danos materiais devido ao impacto de mísseis. Segundo avaliações militares iniciais, alguns projéteis foram interceptados, mas fragmentos deles caíram em diversas áreas.
O serviço de ambulâncias Magen David Adom informou que as duas pessoas, uma mulher de 35 anos e um homem de 50, foram atingidos por fragmentos após um impacto.
Uma casa no moshav Haniel, no centro de Israel, foi atingida diretamente. O local sofreu danos consideráveis depois que um foguete disparado pelo Hezbollah atingiu o pátio, deixando uma cratera (foto). A explosão praticamente destruiu o local, com exceção do cômodo de segurança, onde a dona da casa e sua cuidadora conseguiram chegar, informou o Canal 12.
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O Hezbollah anunciou a nova operação, com o nome “al-Asf al-Ma’kul”, “Operação Trigo Mastigado”, uma referência a um versículo do Alcorão sobre reduzir os inimigos a trigo mastigado. A passagem descreve o estado do exército de Abra, o Abissínio. Abra tentou conquistar Meca com um exército cristão que incluía elefantes, no século VI d.C. Segundo a lenda, um exército de pássaros o atacou e deixou seu exército “como trigo mastigado”, ou seja, em completa desintegração, uma tentativa de dar uma conotação islâmica a atos terroristas.
Segundo fontes militares, o ataque teve como objetivo atingir dezenas de alvos em Israel, incluindo áreas próximas a Tel Aviv, Haifa e Beer Sheva. Enquanto o Irã utilizou mísseis de longo alcance, o Hezbollah disparou barragens de foguetes e veículos aéreos não tripulados a partir do sul do Líbano, tentando saturar os sistemas de defesa israelenses.
Analistas afirmam que esta foi uma das primeiras operações claramente coordenadas entre Teerã e o Hezbollah desde o início da atual guerra regional, demonstrando um nível mais profundo de cooperação militar entre o regime iraniano e o grupo terrorista libanês.
Grande parte dos projéteis foi interceptada pelos sistemas de defesa de Israel, embora alguns tenham atingido áreas urbanas e provocado grandes danos materiais. Em diversas regiões, a população foi orientada a permanecer em abrigos antiaéreos durante a madrugada.
Após o ataque, Israel respondeu com bombardeios intensos contra posições do Hezbollah no sul do Líbano e nos subúrbios de Beirute, considerados redutos do grupo. Aeronaves israelenses atingiram centros de comando, depósitos de armas e locais usados para lançamento de foguetes.
Autoridades israelenses afirmaram que o Hezbollah decidiu participar diretamente da guerra ao lado do Irã e advertiram que o grupo “pagará um preço elevado” por sua participação.
A ofensiva conjunta aumentou o risco de uma guerra mais ampla envolvendo vários países do Oriente Médio. Especialistas alertam que a coordenação entre Irã e Hezbollah pode transformar o conflito em um confronto regional prolongado, com múltiplas frentes militares e impactos diretos na segurança de Israel e do Líbano.
Aviões de guerra israelenses começaram a bombardear o Líbano quase imediatamente após os ataques do Hezbollah. O céu de Beirute ficou vermelho, quando Israel lançou o bombardeio mais poderoso contra os subúrbios do sul até então nesta rodada de combates. Vídeos mostraram prédios desabados no sul do Líbano e ruas tomadas pela fumaça e iluminadas por chamas intensas.
O porta-voz militar de Israel afirmou que as FDI estavam atacando lançadores de mísseis do Hezbollah. Ele alertou os moradores de que “em breve agiria com força esmagadora” contra o Hezbollah e que os residentes deveriam se afastar imediatamente das áreas afetadas, reiterando as ordens de deslocamento emitidas para vastas áreas do país no início da semana passada.
Os ataques do Hezbollah continuaram até a madrugada desta quinta-feira, com suspeitas de infiltração de drones e alertas de foguetes soando em Nahariya e em várias comunidades da Galileia Ocidental, bem como em Akko e em outras cidades ao norte de Haifa. O Hezbollah também disparou foguetes de longo alcance, acionando sirenes em Tel Aviv e cidades vizinhas.
Segundo relatos, embora Israel tenha eliminado maior parte da liderança do grupo, há um ano e meio, desde o cessar-fogo de novembro de 2024 com Israel, o Hezbollah vem reconstruindo suas capacidades e reconsolidando sua organização.
Fonte: Revista Bras.il a partir de The Guardian, Iton Gadol e The Times of Israel
Foto: MDA

