Irã lança mísseis de fragmentação contra Israel
O Irã lançou vários mísseis balísticos contra Israel, equipados com ogivas de bombas de fragmentação, que espalham indiscriminadamente pequenas bombas em vastas áreas do país.
Segundo as FDI, a ogiva desses mísseis se abre durante a descida e espalha cerca de 20 munições menores com aproximadamente 2,5 kg de explosivos, em um raio de cerca de 8 km, ameaçando indiscriminadamente uma área muito maior.
As munições não possuem propulsão ou sistema de orientação próprios e simplesmente caem no solo, onde são projetadas para explodir com o impacto.
Autoridades militares israelenses afirmaram que esse tipo de míssil representa uma ameaça para uma área muito maior do que as ogivas de outros mísseis balísticos iranianos, mas a explosão de cada uma das bombas de fragmentação é muito menor.
Em contraste, as ogivas dos mísseis balísticos tradicionais do Irã contêm cerca de 500 kg de explosivos, o que pode causar danos massivos.
As FDI confirmaram que o Irã lançou mísseis balísticos com ogivas de bombas de fragmentação contra Israel diversas vezes no conflito atual, bem como na guerra de junho de 2025. Os Houthis, apoiados pelo Irã no Iêmen, também lançaram vários mísseis com ogivas de bombas de fragmentação contra Israel no ano passado.
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Ainda não está claro quantos mísseis desse tipo o Irã disparou contra Israel, já que muitos deles foram interceptados pelas defesas aéreas.
Na terça-feira, submunições de uma ogiva de bomba de fragmentação atingiram vários locais no centro de Israel, ferindo 12 pessoas. Os danos causados pelas submunições foram equivalentes aos de um pequeno foguete.
Imagens divulgadas no domingo também mostraram duas dúzias de fragmentos riscando o céu após a detonação de uma bomba de fragmentação, que espalhou bombas pelo centro de Israel.
Algumas das submunições não explodem ao atingir o solo e ainda podem representar um perigo para qualquer pessoa que se depare com elas.
O Comando da Defesa Civil de Israel alertou o público para não se aproximar de quaisquer restos de mísseis que encontrarem no solo, os quais funcionam como minas terrestres, e para alertar imediatamente as autoridades caso avistem algum.
Não houve alterações nas diretrizes do Comando da Defesa Civil para civis no que diz respeito a ataques com bombas de fragmentação.
Organizações de direitos humanos têm feito campanha pela proibição de bombas de fragmentação devido à natureza aleatória e indiscriminada da ameaça que representam, ao contrário de outros tipos de munições que podem ser usadas para atingir com precisão combatentes ou instalações militares, minimizando os danos aos civis.
No total, 112 países assinaram uma convenção de 2008 que proíbe a produção, o armazenamento, a venda e o uso de munições de fragmentação. Irã, Israel, EUA e Brasil não estão entre eles.
O texto da Convenção de 2008 sobre Munições de Fragmentação afirma que as bombas de fragmentação “matam ou mutilam civis, incluindo mulheres e crianças, obstruem o desenvolvimento econômico e social… impedem a reabilitação e a reconstrução pós-conflito (e) atrasam ou impedem o retorno de refugiados e deslocados internos… por muitos anos após o uso”.
Fonte: Revista Bras.il a partir de The Times of Israel
Foto: Magen David Adom

