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Maduro forneceu 10.000 passaportes ao Hezbollah

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, teria fornecido 10.000 passaportes venezuelanos ao Hezbollah, segundo declaração do general de brigada reformado libanês, Wehbe Katicha, ao jornal Al-Nahar, em 3 de janeiro, de acordo com o Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio (MEMRI).

Os passaportes teriam sido usados ​​por oficiais do regime de Bashar al-Assad na Síria para fugir do país após a queda do presidente, em dezembro de 2024.

A alegação foi feita no mesmo dia em que as forças americanas capturaram Maduro em uma operação militar e o transportaram para Nova York para responder por crime de tráfico de drogas e outros. Oficiais sírios supostamente usaram esses passaportes para fugir do Líbano para a Venezuela, outros países da América do Sul ou para outros destinos.

Os passaportes venezuelanos permitem viagens sem visto para mais de 130 países, incluindo 26 da União Europeia, tornando-os ferramentas valiosas para burlar a inspeção internacional e mandados de prisão.

Esta não é a primeira vez que a Venezuela é acusada de usar seu sistema de passaportes como arma. Entre 2008 e 2012, pelo menos 173 extremistas islâmicos, incluindo alguns supostamente ligados ao Hezbollah, receberam passaportes e documentos de identidade venezuelanos para “entrar despercebidos na América do Norte”, segundo informações de inteligência tornadas públicas do Centro para uma Sociedade Livre e Segura. A operação foi orquestrada por Tareck El Aissami durante seu mandato como ministro do Interior da Venezuela, de acordo com a CNN.

O esquema foi exposto em 2017, quando Misael Lopez, ex-consultor jurídico da embaixada da Venezuela em Bagdá, revelou à CNN que passaportes e vistos estavam sendo vendidos por valores entre US$ 5.000 e US$ 15.000 cada. Lopez descobriu passaportes venezuelanos autênticos emitidos para pessoas com nomes árabes, mas os números de identificação pertenciam a venezuelanos com nomes hispânicos, expondo uma fraude de identidade sistemática.

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Em 2008, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou o diplomata venezuelano Ghazi Nasr Al-Din por facilitar operações do Hezbollah. Documentos do Tesouro revelaram que Al-Din forneceu “informações específicas sobre contas bancárias cujos depósitos seriam direcionados diretamente ao Hezbollah” e facilitou viagens de membros do Hezbollah entre a Venezuela e o Oriente Médio enquanto trabalhava nas embaixadas venezuelanas em Damasco e Beirute.

A inteligência canadense descobriu que, de 2009 a 2011, a América Latina se tornou a maior região de embarque de iranianos com documentação irregular em busca de refúgio no Canadá. Somente em 2011, 65% das fraudes com passaportes detectadas em Caracas envolviam iranianos que usavam documentos venezuelanos para solicitar refúgio.

O fornecimento de 10.000 passaportes ao Hezbollah para oficiais sírios representa uma escalada drástica dessa operação que já dura uma década, permitindo potencialmente que criminosos de guerra escapem da justiça enquanto estabelecem novas vidas sob identidades falsas em todo o hemisfério ocidental.

Fonte: Revista Bras.il a partir de Jewish Onliner
Foto: Canva

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