Netanyahu tenta influenciar negociações entre EUA e Irã
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou uma série de reuniões a portas fechadas com altos funcionários do governo dos EUA, antes de seu encontro com o presidente Trump, nesta quarta-feira.
Israel quer garantir que qualquer acordo com Teerã inclua restrições aos mísseis e atividades regionais iranianas, enquanto o Irã mantém sua posição de limitar as negociações à questão nuclear, aumentando a tensão diplomática.
Segundo especialistas, a prioridade de Netanyahu é influenciar os limites das negociações antes que as conversas com o Irã tomem rumo próprio.
A manhã começou na Blair House, residência oficial em frente à Casa Branca, com uma reunião fechada com o secretário de Estado Marco Rubio, para definir detalhes concretos das exigências israelenses. Segundo o gabinete de Netanyahu, ele também se reuniu na noite anterior com o enviado da Casa Branca Steve Witkoff e com Jared Kushner, recebendo um relato da primeira rodada de negociações em Omã.
O ponto central da visita é a discordância sobre os mísseis iranianos. Para Teerã, esse tema é uma linha vermelha, enquanto Israel considera que qualquer acordo que ignore essa questão deixa o país vulnerável a ameaças estratégicas. A posição israelense se alinha à de Trump, que quer limitar não apenas a capacidade nuclear iraniana, mas também seu potencial militar regional.
Em paralelo, Trump sugere aumento da pressão militar, incluindo a possível expansão da presença naval americana na região, caso as negociações fracassem. Netanyahu pretende apresentar ao presidente uma mensagem clara: um acordo deve proteger a estabilidade regional e não criar “ilusões de segurança”.
LEIA TAMBÉM
- 11/02/2026 – Netanyahu chega a Washington para reunião com Trump
- 10/02/2026 – Netanyahu parte para os EUA com foco no Irã
- 10/02/2026 – Rafah usa carimbo “Estado da Palestina” em passaportes
O resultado do encontro dependerá de Trump transformar a exigência israelense em política oficial ou mantê-la como disputa nos bastidores. Até lá, a visita permanece marcada por reuniões estratégicas e negociações discretas, refletindo a complexidade das relações entre Washington, Jerusalém e Teerã.
Fonte: Revista Bras.il a partir de Maariv
Foto: Omer Miron (GPO)

