Odessa, na Ucrânia, abre primeiro bar casher

O primeiro bar casher da cidade tem capacidade para cerca de 100 pessoas e possui um pátio e uma pista de dança.

A seleção musical é eclética, mas judaica, desde o grupo israelense de rock HaDorbanim, cujas letras falam sobre a vida noturna de Tel Aviv, até as lamentações rítmicas do cantor chassídico Avraham Fried.

Nas noites de quarta-feira, o bar costuma estar lotado de membros de um grupo de estudo da Torá, liderado em russo por Eliyahu Hussid, um rabino local e um artista de stand up comedy.

Às quintas-feiras, os clientes desfrutam de kugel caseiro, juntamente com alguns dos coquetéis em homenagem a judeus com conexão a Odessa ou Ucrânia. O Sholem Aleichem (tequila, suco de abacaxi, limão e xarope) tem o nome do famoso escritor iídiche. Há também o Meir Dizengoff (uma mistura de água frutada à base de gim) em homenagem ao primeiro prefeito de Tel Aviv.

Obter uma bebida casher não é um problema em Odessa, uma cidade que abriga cerca de 40.000 judeus e que tem seis restaurantes casher, todos servindo álcool. Muitas marcas de bebidas destiladas – incluindo vodka, gim e uísque – são certificadas como casher. Os coquetéis, no entanto, geralmente exigem a certificação de um mashgiach, um rabino cujo trabalho é garantir que os produtos e instalações usados ​​para fazer a bebida sejam casher.

Segundo os proprietários do bar,  David Roitman e Shimshon Korits, uma das razões de nunca ter tido um bar casher antes é o preço a ser repassado para os clientes. Para ser certificado casher, o bar deve importar grande parte de seus ingredientes de Israel, aumentando os custos. O Kosher Bar é significativamente mais caro do que a maioria dos outros bares locais, com coquetéis custando cerca de US$ 8,50 – um luxo caro em um país onde o salário médio mensal é de US$ 330.

Além disso, o Kosher Bar está fechado nos principais dias do fim de semana por causa do Shabat, o que diminui a lucratividade. Durante o período acadêmico das férias da primavera, um momento crucial para bares e pubs, a observância das leis alimentares de Pessach pelo Bar Kosher significa que ela pode servir apenas alguns vinhos.

O Kosher Bar também não tem uma clientela cativa – a maioria dos 40.000 judeus de Odessa não é observante. Sua clientela é uma mistura de judeus locais, turistas israelenses e judeus e turistas não judeus “buscando uma experiência autêntica” em uma cidade onde a população tinha cerca de um terço de judeus antes do Holocausto.

“Depois do Holocausto e depois do comunismo, eu era a última pessoa viva com o nome de minha família”, disse Roitman. “Alguns foram assassinados pelos nazistas. Outros morreram como soldados do Exército Vermelho. Então, minha vinda e abertura de um bar para a comunidade significa muito.”

Proprietário de vários empreendimentos comerciais, Roitman, de 40 anos, é pai de quatro filhos e vive Jerusalém. Desde 2015, sua fábrica em Odessa, David Roitman Luxury Tallit, fabrica alguns dos itens judaicos mais caros do mundo, incluindo kipot de designer exóticos feitos de peles de crocodilo, cobra e avestruz.

“Quando eu morava em Nova York, eu simplesmente não conseguia acreditar em como alguns judeus usavam ternos de grife no valor de dezenas de milhares de dólares e depois colocavam na cabeça com um pano amassado e chamavam de kipá, decidi que poderíamos melhorar e estamos avançando rapidamente, baruch hashem”, disse ele, usando uma frase hebraica que significa “Deus seja abençoado”.

(Fotos Cortesia do Kosher Bar)

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