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Países do Golfo buscam alternativas a Ormuz

Os países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Omã e Bahrein, estão estudando novas rotas de transporte de petróleo para contornar o Estreito de Ormuz, devido a preocupações crescentes com possíveis interrupções ligadas à influência do Irã na região.

Autoridades e líderes do setor acreditam que oleodutos e conexões de transporte alternativos são essenciais para garantir a continuidade das exportações.

O Estreito de Ormuz tem sido a principal rota para embarques de petróleo do Golfo, mas tensões recentes demonstraram sua vulnerabilidade. Qualquer interrupção ali poderia afetar o fornecimento global de energia em poucos dias. Para reduzir esse risco, os países do Golfo estão considerando alternativas que evitem depender dessa via estreita, buscando prevenir crises antes que ocorram.

A Arábia Saudita já possui o oleoduto Leste-Oeste, que transporta petróleo do interior para o Mar Vermelho, evitando Ormuz. Essa infraestrutura tem permitido à Arábia manter exportações estáveis mesmo em períodos de tensão regional.

Uma das propostas mais ambiciosas envolve ligar a Península Arábica ao Mediterrâneo, possivelmente passando pelo porto de Haifa, em Israel, criando um caminho direto para a Europa sem passar por Ormuz. O plano inclui ainda uma rede mais ampla, combinando oleodutos, ferrovias e estradas, para oferecer múltiplas opções de exportação.

O projeto se insere no contexto do Corredor Econômico Índia-Oriente Médio-Europa (IMEC), iniciativa apoiada pelos EUA que busca conectar Índia e Europa por meio do Oriente Médio, integrando portos, ferrovias e oleodutos em países como Emirados Árabes, Arábia Saudita, Jordânia e Israel. O desafio reside em alinhar interesses políticos, especialmente a posição da Arábia Saudita sobre incluir Haifa na rota.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apoiou a ideia de rotas alternativas, afirmando que a estabilidade de longo prazo depende da redução da dependência de Ormuz. Ele destacou que soluções militares podem trazer alívio temporário, mas mudanças estratégicas na infraestrutura garantem segurança duradoura.

A Índia também desempenha papel importante: durante visita recente a Israel, o primeiro-ministro Narendra Modi defendeu maior cooperação no IMEC e no grupo I2U2 (Índia, Israel, EUA e Emirados Árabes), voltado a projetos conjuntos em energia, segurança alimentar e infraestrutura.

O presidente dos EUA, Donald Trump, instou os países dependentes do Estreito de Ormuz a assumirem controle da rota crucial, garantindo sua segurança e enfatizando o apoio americano aos aliados na região, incluindo Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes, Kuwait e Bahrein.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Economic Times
Fotos: Wikimedia Commons e PadhAI

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