Paquistão nega normalização de relações com Israel

O Paquistão reiterou mais uma vez que não normalizaria as relações com Israel, após novos rumores de que o país de maioria muçulmana poderia fazê-lo.

Os rumores começaram após a viagem secreta do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu à Arábia Saudita, no domingo, onde ele teria se encontrado com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, o governante de fato do país.

O diário paquistanês The Express Tribune relatou que o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão “rejeitou categoricamente as especulações infundadas sobre a possibilidade de reconhecimento do Estado de Israel pelo Paquistão”.

O primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, afirmou várias vezes que não normalizaria os laços com Israel a menos que chegasse a um acordo de paz com os palestinos.

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O porta-voz do governo paquistanês, Zahid Hafeez Chaudhri reiterou isso, dizendo: “O primeiro-ministro deixou claro que, a menos que um acordo justo para a questão da Palestina, satisfatório para o povo palestino, seja encontrado, o Paquistão não pode reconhecer Israel”.

“Para uma paz justa e duradoura, é imperativo ter uma solução de dois estados de acordo com as resoluções relevantes das Nações Unidas e da Organização de Cooperação Islâmica (OIC), com as fronteiras pré-1967, e Al-Quds Al-Sharif [Jerusalém ] como a capital de um Estado Palestino viável, independente e contíguo”, acrescentou.

No início deste mês, Khan disse que o Paquistão estava sendo pressionado para a normalização com Israel, o que ele atribuiu a uma conspiração baseada no “profundo impacto de Israel nos EUA”.

Foto: The White House (Primeiro-ministro do Paquistão Imran Khan e Presidente dos EUA Donald Trump)

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