Parada gay será adiada para o final do verão

Devido ao surto do coronavírus, os organizadores dos 50 eventos em todo o país, incluindo a Parada do Orgulho de Tel Aviv, decidiram adiar, para o final do verão, os eventos que aconteceriam em junho.

“Realizar uma das maiores marchas LGBT do mundo no momento, colocaria em perigo o público, e estamos nos concentrando em ajudar as pessoas da comunidade afetada pela crise da saúde”, disseram os organizadores.

Em 2019, mais de 250.000 pessoas participaram da Marcha do Orgulho em Tel Aviv.

Os organizadores disseram que esperam que o tradicional evento de fim de verão ocorra conforme o planejado, acrescentando que durante o Mês do Orgulho Gay em junho, eles realizarão uma série de eventos virtuais em colaboração com várias organizações afiliadas à comunidade LGBT.

Etai J. Pinkas, membro do Conselho da Cidade de Tel Aviv-Yafo que assessora o prefeito em assuntos LGBT, disse que o desfile na cidade se tornou um “fenômeno” e que a marcha pode representar um risco para os participantes. “Esperamos que o desfile possa ser realizado no fim do verão, se as condições permitirem”.

“A crise global do coronavírus não nos permite desfilar do jeito que estamos acostumados”, disse Orel Nivirt, diretor interino do Pride Center de Tel Aviv-Jaffa. “Nossas energias e recursos estão sendo colocados em solidariedade, responsabilidade comunitária, e ajudando os mais fracos dentro da nossa comunidade.”

Arnon Alush, gerente da casa da comunidade LGBT em Haifa, e Alon Shahar, presidente da Open House por Orgulho e Tolerância de Jerusalém, disseram que suas organizações estão enfatizando o fornecimento de ajuda à comunidade durante a crise.

 

Tel Aviv homenageia comunidade LGBT+

No domingo, 17 de maio, Dia Internacional Contra Homofobia, Transfobia e Bifobia, o prédio da prefeitura de Tel Aviv se iluminou com as cores da comunidade LGBT+.

Este ano se comemoram 30 anos desde que a Organização Mundial da Saúde removeu a homossexualidade da lista de distúrbios mentais. A data de 17 de maio foi escolhida especificamente para comemorar a decisão da OMS, em 1990, de desclassificar a homossexualidade como um distúrbio mental na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), uma das primeiras grandes conquistas da comunidade e do ativismo LGBT+.

O Dia representa um marco mundial anual importante para chamar a atenção das pessoas tomadoras de decisão, da mídia, do público, das empresas, dos formadores de opinião, das autoridades locais e outras pessoas para a situação enfrentada por pessoas com uma orientações sexual, identidade ou expressão de gênero, ou características sexuais atípicas ou fora das normas de gênero.

Foto: David Azagury

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