Pesquisas: outra eleição não resolverá impasse

Pesquisas divulgadas pelos canais 11, 12 e 13 preveem que outra eleição não mudará a composição entre os blocos pró e anti-Netanyahu o suficiente para acabar com o impasse que atormenta o sistema político de Israel há mais de três anos.

O bloco liderado pelo Likud, que inclui os partidos Sionismo Religioso, Shas e Judaísmo Unido da Torá, deve ganhar terreno de seus atuais 52 assentos, mas nenhuma das três pesquisas os vê conquistando a maioria na Knesset de 120 assentos.

As pesquisas dos Canais 11 e 12 os colocam com 59, enquanto a pesquisa do Canal 13 os coloca com 60. Todas as três pesquisas mostram que o Likud seria de longe o maior partido da Knesset se as eleições fossem realizadas hoje, projetando que o partido de Benjamin Netanyahu ganhe 35 ou 36 assentos.

O partido de extrema-direita Sionismo Religioso, graças à popularidade do do deputado Itamar Ben Gvir, saltaria para nove cadeiras, de acordo com todas as três pesquisas.

O partido de esquerda Meretz, da rebelde Ghaida Rinawie Zoabi, não ultrapassa o mínimo de 3,25 por cento, de acordo com a pesquisa do Canal 13, enquanto os Canais 11 e 12 dizem que o partido teria quatro assentos.

O partido Yamina, do primeiro-ministro Naftali Bennett, receberia quatro ou cinco cadeiras, de acordo com as pesquisas, com o Canal 12 prevendo que os eleitores do Yamina se voltariam para partidos de centro e centro-esquerda se o primeiro-ministro decidir não concorrer.

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O partido Yesh Atid, do ministro do Exterior Yair Lapid, que deve se tornar primeiro-ministro interino já na próxima semana, receberia entre 20 e 22 assentos, de acordo com as pesquisas das três redes, melhorando em relação aos 17 atuais.

O partido islâmico Ra’am, que se tornou o primeiro partido árabe independente a se juntar a uma coalizão, deve se manter em quatro cadeiras, indicaram as pesquisas.

Resultados semelhantes foram dados para quase todos os outros partidos do atual Knesset, que devem permanecer próximos ao total atual de assentos. O partido Nova Esperança, do ministro da Justiça Gideon Sa’ar, que não ultrapassou o limite em várias pesquisas recentes, deve superar o mínimo de 3,25%, de acordo com todas as três pesquisas.

As redes também perguntaram aos entrevistados quem eles achavam mais adequado para ser primeiro-ministro. Quarenta e sete por cento dos entrevistados disseram Netanyahu, 31% disseram Lapid, 18% disseram que não sabiam e quatro por cento disseram nenhuma das opções dadas.

Os números de Lapid aumentaram seis por cento desde a última vez que Canal 12 fez essa pergunta alguns dias atrás, antes de ser revelado que ele substituiria Bennett como primeiro-ministro.

Fonte: The Times of Israel
Foto: IDF Spokesperson’s Unit

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