Trump domina o narcotráfico ou o petróleo?
Por David S. Moran
O presidente americano se acha o rei do mundo e diz que “em menos de um ano terminei oito guerras, uma de 3.000 anos”. Se fosse verdade seria estupendo. Na verdade, Trump está empenhado de encerrar a guerra entre Hamas e Israel, mas ainda não conseguiu, a guerra que a Rússia trava contra a Ucrania também ninguém vê o fim, o Irã está em efervescência e a China faz manobras militares frente a Taiwan, que tanto almeja.
A verdade é que a ação levada na madrugada de sábado (03/01) por forças americanas na Venezuela, só poderia ter sido ordenada por um presidente imprevisível como o é o Donald J. Trump. Já há algumas semanas que o Trump ordenou que sua marinha bombardeasse navios e botes que carregariam narcóticos aos usuários americanos. No sábado foi muito mais adiante. Despistando a verdadeira intenção, cerca de 150 caças bombardearam alvos militares nos arredores de Caracas, enquanto soldados da tropa de elite Delta Force invadiram o refúgio secreto do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e o pegaram de pijama junto a sua esposa, Cília Flores. Em menos de três horas, os dois já estavam no navio Ivo Jima, sendo levados para a corte de Nova York.
Evidentemente, que a reação imediata do governo venezuelano foi de repúdio e reclamou à comunidade internacional do “pior ataque militar dos EUA”. Outros países aliados da Venezuela como o Irã, China e a Rússia condenaram. A alegação de Trump foi que agiu de acordo com a lei americana, que já colocou 50 milhões de dólares pela cabeça de Maduro, para levá-lo a justiça por ordem emitida já em 2020.
Trump também não escondeu sua vibração. “Assisti à operação, como se visse programa de TV”.
Estados Unidos e suas companhias petrolíferas querem estar envolvidos numa livre transição do governo. Por enquanto a vice-presidente tornou-se a presidente em exercício, sendo preferida ao invés do que se imaginaria, empossar a líder da oposição, Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz.
A pergunta que se faz é e se a governo chinês invadisse Taiwan, o mundo continuaria indiferente? E se a Rússia atacasswe mais uma de suas ex-federadas, qual seria o argumento dos EUA ao criticá-las.
A vida já era caótica na Venezuela desde que Chaves assumiu o poder. Desde que maduro assumiu, em 2014, cerca de 8 milhões de venezuelanos (1/4 da população) deixou o país. Maduro se aliou ao eixo do mal, seja aos bandos de traficantes de drogas, seja ao Irã, Hezbollah, Rússia e China. Não há dúvida de que com a remoção do Maduro, um mal a menos no mundo. Agora resta saber como agirá a recém-empossada presidente e quando serão convocadas eleições democráticas e livres.
Trump, que se vangloria de acabar com guerras (e falha a verdade), continuou no seu caminho e nestes dias apreendeu dois navios russos, nas costas americanas. Tomara que Putin tenha mais juízo e não reaja.
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