Biden chega a Israel e inicia visita ao Oriente Médio

O presidente dos EUA, Joe Biden, desembarcou em Israel esta tarde e foi recebido pelo primeiro-ministro Yair Lapid, pelo primeiro-ministro substituto Naftali Bennett e pelo presidente Isaac Herzog.

Biden veio acompanhado pelo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e pelo conselheiro de segurança nacional, Jake Sullivan.

A chegada de Biden a Israel dá início a uma viagem de alto risco ao Oriente Médio, dominada por esforços para persuadir os aliados do Golfo a extrair mais petróleo e aproximar Israel e Arábia Saudita.

Biden passará dois dias em Jerusalém para conversar com líderes israelenses antes de se encontrar com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, na sexta-feira, na região da Samaria e Judeia.

Na sexta-feira, o presidente americano fará um voo direto de Israel para Jeddah, na Arábia Saudita – o primeiro de um presidente americano – para conversar com autoridades sauditas e participar de uma cúpula de aliados do Golfo.

Autoridades dos EUA dizem que a viagem, a primeira de Biden ao Oriente Médio como presidente, pode produzir mais passos em direção à normalização entre Israel e Arábia Saudita, inimigos históricos, mas também dois dos mais fortes aliados dos EUA na turbulenta região.

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Em seu discurso, o presidente de Israel,  Isaac Herzog adotou uma abordagem decididamente bíblica em seu discurso de boas-vindas ao presidente dos EUA, Joe Biden, em Israel, dizendo “como o José bíblico, você é um visionário e um líder”.

“O povo de Israel recebe você na terra santa de braços abertos e corações alegres, como José, filho de Jacó, que procurou seus irmãos”, diz Herzog.

Herzog chamou seu colega americano de “um verdadeiro amigo e um firme defensor de Israel e do povo judeu, de nossa segurança e bem-estar, por toda a sua vida”.

Ele acrescentou que a visita abordará as ameaças emanadas do Irã que colocam em risco a região.

O presidente enfatizou os valores que os dois países compartilham: democracia, justiça e liberdade, tolerância, segurança e paz.

“O Estado de Israel no qual você acabou de chegar é uma nação bem-sucedida e inovadora, que contribui para o tikkun olam, para curar o mundo por meio da ciência e medicina, tecnologia de água e alimentos, inovação climática e muito mais”, disse ele.

O primeiro-ministro Yair Lapid recebeu o presidente dos EUA, Joe Biden, no Aeroporto Ben Gurion, chamando-o de “um grande sionista e um dos melhores amigos que Israel já conheceu”.

Lapid disse que a viagem é “uma visita histórica e profundamente pessoal”.

“É histórico porque expressa o vínculo inquebrável entre nossos dois países”, continuou Lapid. “Nosso compromisso com valores compartilhados: democracia, liberdade e o direito do povo judeu a um estado próprio”.

Lapid diz que a visita, a primeira de Biden como presidente e a décima como político, é pessoal “porque seu relacionamento com Israel sempre foi pessoal”.

O primeiro-ministro enfatizou que Israel mudou nos seis anos desde a última visita de Biden, apontando para o setor de alta tecnologia do país, inovação agrícola e universidades de pesquisa inovadoras.

Voltando à segurança nacional, Lapid disse que os dois líderes vão “discutir a construção de uma nova arquitetura de segurança e economia com as nações do Oriente Médio, seguindo os Acordos de Abraham e as conquistas da Cúpula do Negev”.

Eles também discutirão “a necessidade de renovar uma forte coalizão global que interromperá o programa nuclear iraniano”, diz Lapid.

“Neste momento, estamos simplesmente felizes em vê-lo, Sr. Presidente”, concluiu. “A alegria simples e genuína trazida por ver um bom amigo mais uma vez”.

O presidente dos EUA, Joe Biden, em seu primeiro discurso ao chegar ao Aeroporto Ben Gurion, elogiou os laços entre os EUA e Israel.

“É uma honra estar mais uma vez com amigos e visitar o estado judeu independente de Israel”, começou Biden.

Ele observou que visitou Israel pela primeira vez como um jovem senador de Delaware em 1973, pouco antes da Guerra do Yom Kipur, fazendo-o antes de qualquer presidente dos EUA.

Biden repetiu sua curiosidade favorita sobre Israel: que ele conheceu todos os primeiros-ministros desde Golda Meir. Naquela primeira reunião, ele também conheceu o então general das FDI, Yitzhak Rabin, o que ele chama de “privilégio”.

“Vou dizer novamente, você não precisa ser judeu para ser sionista”, declarou Biden.

“A conexão entre o povo israelense e o povo americano é profunda”, disse ele, acrescentando que ficou mais forte a cada geração e que seu governo levou o relacionamento bilateral a novos patamares.

Fonte: The Times of Israel
Foto: Captura de tela vídeo (Facebook Isaac Herzog)

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