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Trump pode autorizar guerra contra Irã

Um confronto militar entre os EUA e o Irã pode começar nos próximos dias e se transformar em uma campanha intensa, que pode durar várias semanas, apesar das negociações diplomáticas em andamento entre Washington e Teerã, disseram várias fontes, nesta quarta-feira.

A possibilidade de que Donald Trump esteja próximo de autorizar uma ampla ação militar no Oriente Médio volta a alimentar especulações e tensões internacionais

O ex-chefe da Inteligência Militar das FDI, Amos Yadlin, sugeriu, na quarta-feira, que um confronto desse tipo poderia ser iminente. “Na semana passada, me permiti viajar para a Conferência de Segurança de Munique. Pensaria duas vezes antes de viajar para o exterior, saindo de Israel, neste fim de semana”, disse Yadlin ao Canal 12, na quarta-feira, um dia após a segunda rodada de negociações nucleares em Genebra.

“Estamos muito mais perto do que antes, mas lembro-vos: uma superpotência não entra em guerra em questão de dias. Existe um caminho diplomático que deve ser esgotado”, disse Yadlin, que agora dirige uma consultoria de segurança nacional.

Yadlin acrescentou que “muitos se opõem ao ataque. O Pentágono não tem clareza sobre o que pretende alcançar com ele. O presidente está muito determinado. A declaração de que todas as opções estão sobre a mesa baseia-se numa ameaça militar crível, que vem acompanhada dos preparativos ao largo da costa do Irã e nos céus”.

Fontes disseram ao site de notícias Axios, na quarta-feira, que uma potencial guerra entre os EUA e o Irã seria uma campanha longa, que duraria várias semanas, com um funcionário da Casa Branca estimando em 90% as chances de um ataque nas próximas semanas.

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A fonte afirmou que, provavelmente, se trataria de uma operação conjunta entre EUA e Israel, ainda maior do que a campanha de bombardeio liderada por Israel em junho passado, que durou 12 dias. Segundo as fontes, a guerra poderia começar antes do que a maioria espera e ser muito maior do que muitos preveem. Em junho, mísseis iranianos mataram 32 pessoas e feriram mais de 3.000 em Israel.

O presidente dos EUA, Donald Trump, “está ficando farto”, disse um assessor. “Algumas pessoas próximas a ele o alertam contra uma guerra com o Irã, mas acho que há 90% de chance de vermos uma ação militar nas próximas semanas”.

Dois oficiais israelenses disseram que Israel está se preparando para uma guerra que pode começar “em poucos dias”, acrescentando que Israel está impulsionando uma operação com o objetivo de derrubar o regime.

O deputado Boaz Bismuth, do Likud, presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Knesset, afirmou na quarta-feira que Israel está enfrentando “dias difíceis”, após uma audiência com o chefe do Comando da Frente Interna das Forças de Defesa de Israel.

“Não há um cidadão de Israel que não se pergunte várias vezes ao dia: ‘Quando acontecerá o conflito com o Irã?’”, disse Bismuth. “A população está preparada e as autoridades estão preparadas. Nós, na Knesset, também estamos garantindo que a população esteja preparada para todos os cenários”.

Após as negociações de terça-feira em Genebra, o Irã afirmou que as partes concordaram com “princípios orientadores” para um acordo que evite conflitos. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, no entanto, disse que Teerã ainda não reconheceu todas as linhas vermelhas de Washington.

No início da segunda rodada de negociações, um alto funcionário iraniano enfatizou que o sucesso das conversas dependia de os Estados Unidos evitarem “exigências irrealistas”, já que o Irã se recusa a discutir seu programa de mísseis e o apoio a organizações terroristas na região.

Entretanto, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, enviou uma mensagem ao presidente dos EUA: “Você também não conseguirá derrubar a República Islâmica”.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, alertou na quarta-feira que os Estados Unidos estão determinados a impedir o Irã de adquirir armas nucleares.

“Eles foram muito claros sobre o que fariam com as armas nucleares. É totalmente inaceitável”, disse Wright a repórteres em Paris, à margem das reuniões da Agência Internacional de Energia Atômica. “De uma forma ou de outra, vamos acabar com o avanço do Irã rumo à obtenção de armas nucleares”.

Na terça-feira, dados de rastreamento de voos de código aberto mostraram que as forças armadas dos EUA deslocaram dezenas de caças para o Oriente Médio em um único dia. Entre as aeronaves estavam caças F-22, F-35 e F-16. Vários aviões-tanque também foram vistos em movimento, de acordo com contas de redes sociais dedicadas ao rastreamento de voos militares.

Fonte: Revista Bras.il a partir de The Times of Israel e The Jerusalem Post
Foto: IA

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