Uma galinha na entrada do Knesset

A entrada do Knesset, Parlamento israelense, acordou na quarta-feira com um convidado incomum: uma galinha de 10 metros com uma mensagem política. No peito da galinha estava impresso o slogan “Paramos de temer. Exigimos a vitória de Israel”, exigindo uma política mais forte do governo de Israel:

Por trás deste protesto está o Projeto Israel Victory, um movimento social promovido pelo Fórum do Oriente Médio, uma organização apolítica que reúne famílias que perderam entes queridos no conflito, bem como moradores do sul, reservistas do exército entre outros.

Segundo os organizadores, o frango simboliza a “covardia dos governos de Israel contra o Hamas”. Os organizadores exigem que o governo promova uma política que acabe com o conflito através de uma vitória israelense: “uma política de fraqueza a uma política de vitória”.

Representantes de populações afetadas pelo terrorismo palestino participaram do evento de protesto. Entre eles estava Simha Goldin, pai do soldado israelense Hadar Goldin, cujo corpo está nas mãos do Hamas.

A organização fez várias ações de protesto nas últimas semanas.

No lançamento de sua campanha, eles colocaram uma imagem do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em um biquíni carregando uma maleta cheia de dinheiro acompanhada de uma frase em árabe: “Obrigado Israel. Eu te amo, Ismail”. Esta primeira iniciativa procurou questionar a política do governo israelense de permitir a transferência de fundos para o movimento terrorista Hamas.

Em outra das iniciativas de protesto, os ativistas do projeto renomearam várias ruas bem conhecidas da cidade para descrever “a realidade cotidiana dos residentes do sul em particular e dos cidadãos de Israel em geral”. Algumas ruas receberam nomes de personalidades palestinas, como Ismail Haniyeh (líder do movimento terrorista Hamas) e Yasser Arafat (ex-presidente da Autoridade Palestina). Outros receberam nomes de ataques terroristas reconhecidos como “Dolphinarium”, em referência a um ataque em Tel Aviv perpetrado no dolphinarium em que 21 israelenses, ou “os três filhos”, morreram, em memória dos três jovens israelenses sequestrados e mortos pelo Hamas em 2014. Além disso, algumas ruas receberam nomes como “balão incendiário”, em referência ao constante lançamento de balões incendiários de Gaza para o sul de Israel ou “pena de morte para terroristas”.

O diretor geral do Fórum para o Oriente Médio, Gregg Roman, explicou que é “uma ação de protesto que vem de profunda dor por parte do público em geral em Israel”.

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