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Vinte e sete anos sem Yitzhak Rabin

Hoje, 4 de novembro de 2022 lembramos 27 anos da morte de Yitzhak Rabin.

O primeiro-ministro israelense Yitzhak Rabin foi morto com dois tiros nas costas, após participar de uma manifestação pela paz, que reuniu 100 mil pessoas no centro de Tel Aviv. Rabin comandava acordos de cessar-fogo entre judeus e palestinos, com Yasser Arafat, líder da Autoridade Palestina, na década de 1990.

Rabin foi assassinado num sábado, dia sagrado para os judeus, pelo estudante Yigal Amir, ligado a um grupo de extrema-direita israelense. O Premier foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu aos 73 anos de idade.

Antes de ser eleito primeiro-ministro, em 1974 (o primeiro nascido em Israel), Rabin desenvolveu uma longa carreira militar. Em 1940, ingressou na milícia judaica Palmach (unidade de elite) e chegou a chefe do Estado-Maior (1964-1968) durante a terceira guerra israelense-palestina (Guerra dos Seis Dias), em 1967. Foi também embaixador em Washington durante quatro anos (1968-1973).

Foi ministro da Defesa (1984-1990) do governo de coligação chefiado por Yitzhak Shamir e Shimon Peres, onde aplicou uma política repressiva ao levante palestino (ou “Intifada”). No entanto, seguiu desde 1989 os passos de Peres, seu grande rival dentro do Partido Trabalhista, a quem substituiu na presidência em 1992, tentando chegar a um entendimento com seus inimigos no conflito do Oriente Próximo.

Mais uma vez primeiro-ministro e ministro da Defesa, nesse ano de 1992, Rabin subscreveu em 1993 o Tratado de Gaza-Jericó. Nele, Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) reconheceram-se mutuamente e foi concedida uma autonomia parcial aos palestinos, como primeiro passo para a fundação de um Estado próprio. Com este tratado, pretendia-se conseguir uma paz duradoura na região.

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Em 1994, Rabin recebeu, em conjunto com Peres e Yasser Arafat, o Prêmio Nobel da Paz e, no mesmo ano, chegou a um acordo com o rei Hussein II da Jordânia para pôr fim ao estado de guerra.

Em novembro de 1995, Rabin foi assassinado por um membro da extrema direita israelita, que via em sua política de aproximação aos palestinos uma ameaça à sobrevivência de Israel. Shimon Peres substituiu-o no cargo até junho de 1996.

Um memorial em sua homenagem foi erguido na imensa praça que, hoje, tem o nome do ex-politico, Kikar Rabin, na área central de Tel Aviv, ao lado do prédio da prefeitura da cidade.

Fontes: Uol Educação e Memória Globo
Fotos: Tripadvisor e Wikimedia Commons

2 comentários sobre “Vinte e sete anos sem Yitzhak Rabin

  • Maria Nazinha Assunção da Silva

    meus sentimentos esse homem que tanto fez por seu pais🇮🇱🤐

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  • Realmente fez matou milhares de Judeus por trazer de volta Arafat e sua gangue de assassinos no acordo de Oslo que ate hoje continuam a causar atentados diarios a inocentes!! Alem da mal contada historia do navio Atalena que trazia, alem de refugiados da Holocausto, armas para combater os ingleses e arabes… Ele e usado ate hoje pela esquerda de israel para perpetuar uma historia muito nebulosa de sua morte! 27 anos ja e tempo demais para deixar essa memoria , nao tao nobre, como divulgam os proprios, descansar. Mas usam ele para denegrir os verdadeiros heroes deste Pais os que lutam com suas vidas pela Terra de Israel em todos os assentamento e colonias judaicas que sao, por cause de Oslo, as “fronteiras”…. A verdade tarda mas nao falha!! E o resultado esta nas urnas desta ultima eleicao. Lincoln disse: ” Voce pode enganar muito ao mesmo tempo, mas nao pode enganar a todos ao mesmo tempo”.

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