A difícil missão do presidente de Israel

O presidente Reuven Rivlin se encontrará com os líderes dos partidos políticos nesta segunda-feira antes de decidir a quem ele deve pedir para formar o próximo governo, após a eleição do mês passado. Rivlin manterá consultas com cada um dos 13 partidos que ganharam votos suficientes para garantir a representação no próximo Knesset.

Não será uma tarefa fácil para o presidente, pois nenhum candidato obteve a recomendação da maioria dos legisladores eleitos para ter a chance de formar uma coalizão, com alguns partidos mantendo silêncio sobre sua escolha.

Ambos os blocos provavelmente precisarão do apoio do partido Yamina, de direita, de Naftali Bennett (com sete cadeiras), e do partido islâmico Ra’am, de Mansour Abbas (com quatro cadeiras), para garantir a maioria de 61 cadeiras na Knesset e estabelecer um governo.

Pelas projeções realizadas pelo Canal 12, nenhum candidato deve receber a maioria de 61 recomendações de legisladores na segunda-feira, com Netanyahu esperado para obter 52, ou 59 se Bennett o apoiar, enquanto o líder do Yesh Atid, Yair Lapid, receberá no máximo 57, mas provavelmente receberá menos.

Segundo a rede de TV, Rivlin provavelmente perguntará aos líderes do partido com quem eles se recusarão a sentar-se em uma coalizão, embora não esteja claro o que Rivlin decidirá fazer com essas informações.

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Antes das reuniões, o presidente pediu “colaborações incomuns, cooperação intercomunitária e trabalho profissional e dedicado para o benefício de todos os cidadãos israelenses”.

Rivlin disse que sua principal consideração ao escolher um candidato seria a “chance de formar um governo que ganhe o endosso da Knesset”, uma possível indicação de que ele não necessariamente escolherá o legislador com mais recomendações.

O anúncio de quem receberá o mandato para formar o próximo governo será feito na quarta-feira. Esse indicado terá, então, 28 dias para apresentar seu governo. Se o candidato não cumprir esse prazo, poderá solicitar uma prorrogação de duas semanas, até 19 de maio, embora o presidente não seja obrigado a aprová-la.

Caso a pessoa com o mandato não consiga formar um governo, o presidente pode incumbir uma segunda pessoa com a tentativa (por outro período de 28 dias e 14 dias adicionais possíveis), ou enviar o mandato de volta à Knesset, dando a legislatura 21 dias para chegar a acordo sobre um candidato apoiado por 61 congressistas.

Se o presidente nomear uma segunda pessoa e essa pessoa também não conseguir formar uma coalizão, o mandato retorna automaticamente à Knesset pelo período de 21 dias. Durante esse tempo, qualquer membro da Knesset pode tentar formar um governo.

No final do período de 21 dias, se nenhum candidato conseguir formar o governo, a Knesset automaticamente se desfaz e o país segue para outra eleição.

Fonte: The Times of Israel

Foto: Chris Yunker (Wikimedia Commons)

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