A origem do virus da corona e as mentiras da China

Por Deborah Srour Politis

É impressionante como nossas vidas mudaram em apenas duas semanas. Não há outra coisa na tevê além desta pandemia do vírus da Corona e as pessoas começaram a entrar em pânico.

Aqui em NY a cidade de New Rochelle foi posta inteiramente em quarentena. Grandes supermercados e lojas de produtos por atacado foram invadidos e pessoas chegaram aos tapas por causa de papel higiênico. A União Europeia que sempre se gabou do livre movimento entre os países teve vários membros que decretaram o fechamento de suas fronteiras como a Itália, a Espanha, a Noruega, a Dinamarca, a Republica Checa além da Rússia. Também baniram voos da China, da Coreia do Sul e do Irã.

Israel tomou medidas drásticas e até agora não teve uma só morte pelo vírus. Fechou escolas, universidades, lojas, restaurantes, enfim, até as sinagogas não podem conter mais que 10 pessoas por vez. As pessoas trabalham de casa exceto os que lidam com a saúde e serviços essenciais. Apesar do alto preço econômico que isto está custando ao país, espera-se que em poucas semanas consigam conter de vez o vírus. E Israel mais uma vez se tornou modelo que está sendo copiado por outros governos.

Atualmente, o número global de mortos pelo coronavírus é de quase seis mil pessoas. E esse é apenas o número oficial.

Na China de acordo com as autoridades, já estão com mais de 81 mil casos com 3.200 mortes. No Irã, as autoridades confirmaram apenas 610 mortes, mas imagens de satélite da semana passada, publicadas pelo The New York Times, mostraram a escavação de valas de 100 metros cada uma para conter os corpos das vítimas num cemitério na cidade sagrada de Qom.

Estas valas confirmam os piores temores sobre a extensão da epidemia e o encobrimento do governo. O vice-ministro da Saúde, Iraj Harirchi, realizou uma conferência de imprensa para “negar categoricamente” acusações de que o governo estivesse escondendo o número de mortes, mas ele próprio estava suando e tossindo ao fazê-lo. No dia seguinte, Harirchi confirmou que havia testado positivo para o vírus Covid-19.

Desde então, vários membros do parlamento iraniano, um ex-diplomata e um conselheiro sênior do Líder Supremo, Ali Khamenei, morreram. Outro assessor de Khamenei e uma das vozes mais poderosas da política externa do Irã, Ali Akbar Velayati, foi infectado. Os altos escalões da liderança clerica do Irã são particularmente vulneráveis ​​devido à sua idade avançada.

Segundo os últimos dados do seu Ministério da Saúde, há mais de 10.000 iranianos doentes com o vírus. Mas estes dados não são confiáveis. Amir Afkhami, que escreveu uma história das epidemias de cólera no Irã, disse que as valas comuns acrescentam peso às suspeitas de que o número real de mortos é muito mais alto e ainda está sendo acobertado pelo governo.

A estreita parceria comercial entre o Irã e a China e o medo do governo de interrompê-la contribuíram para a rápida disseminação da doença.

Afkhami disse que “devido ao status da China como principal parceiro comercial do país, o governo iraniano adotou medidas cautelares inadequadas para restringir e monitorar os viajantes da China”. “Mais tarde, a falta de transparência e falta de vontade de Teerã em tomar medidas robustas, como a quarentena, especialmente no centro do surto, ajudou a espalhar o vírus”.

E à medida que o número de fatalidades aumenta, é importante não esquecermos como chegamos aqui: essa pandemia saiu da China. E saiu da China por um motivo. É um país com más práticas de saúde, hábitos alimentares muito questionáveis, um país em que funcionários do governo deliberadamente encobriram os estágios iniciais do vírus, quando poderia ter sido interrompido antes de se espalhar descontroladamente pelo mundo.

De fato, o surto pode ter começado não em um mercado público de carne de animais esquisitos, mas em um laboratório chinês mal administrado. Essa teoria foi publicada num jornal chinês agora censurado. Esse artigo, publicado em meados de fevereiro, foi escrito por cientistas da Universidade de Tecnologia do Sul da China que sugeriram que o surto do vírus havia começado no Centro de Controle de Doenças de Wuhan, aonde um animal teria infectado um pesquisador que depois espalhou a doença para fora das instalações.

Não temos ideia se isso é verdade, mas, novamente, esses são pesquisadores chineses. E em vez de mostrar transparência, de se tornar uma parceira da solução desta catástrofe, a China agora está tentando esconder a realidade de onde veio o coronavírus e culpar outros. E isso é importante – esta é a mesma China que controla 96% da produção de antibióticos vendida nos Estados Unidos, a mesma que está ameaçando cortar as exportações de drogas para os EUA para matar os americanos.

Agora o Partido Comunista da China está tentando culpar o vírus nos Estados Unidos. Lijian Zhao, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, na semana retrasada atacou qualquer um que ousasse vincular o vírus à China. Ele disse: “alguns meios de comunicação dizem que esse coronavírus é um “vírus da China”. Isso é extremamente irresponsável e nos opomos firmemente a isso. Ainda estamos rastreando a origem do vírus e ainda não há conclusão”.

Isso foi na semana retrasada. Zhao evoluiu desde então. Na quinta-feira, Zhao acusou a América de ter criado o vírus e de te-lo levado a Wuhan. Citação: “Quando o paciente zero começou nos EUA? Quantas pessoas estão infectadas? Quais são os nomes dos hospitais? Pode ser o exército dos EUA que trouxe a epidemia para Wuhan. Seja transparente! Torne públicos seus dados! Os EUA nos devem uma explicação!“

Lembrem-se, estas são as pessoas, a liderança chinesa com a qual a mídia americana se aliou, criando toda a qualquer desculpa para acobertar os chineses. Mesmo quando a China culpa a América por uma praga que desencadearam, mesmo com o governo chinês ameaça matar americanos suspendendo a exportação de antibióticos, a mídia de esquerda, protetora do Partido Comunista chinês continua a tomar o seu lado. Veja os exemplos:

Jim Acosta da CNN, por exemplo, disse que o presidente Trump se referiu ao Coronavírus como um “vírus estrangeiro”. … “Isto vai ser visto por muitos americanos como se fosse xenofobia”. Asco a estrangeiros. Imaginem, e até os candidatos democratas à presidência pularam neste trem.

Joe Biden disse que “subestimar o vírus … ou espalhar informações erradas só vai nos machucar e disseminar ainda mais a doença, mas também não devemos entrar em pânico ou recorrer à xenofobia. Rotular o COVID-19 de “vírus estrangeiro” não tira a responsabilidade pelos erros de julgamento do governo Trump”.

Aí está: a culpa é novamente de Trump. Só para esclarecer, descrever um vírus de Wuhan como o vírus de Wuhan não é xenofobia. É precisão. E quem diz o contrário está mentindo e provavelmente porque está ganhando com isso. A China não é nossa amiga, ou amiga do Ocidente.

A China está numa missão para submeter o mundo através de seu poder econômico, poder este que não existia até os Estados Unidos lhes ter aberto a mão e lhes ter dado a oportunidade de saírem da estagnação e da pobreza. Sem o mercado americano os chineses não teriam construído as megas cidades de que tanto se orgulham hoje não importa quantos ratos e morcegos ainda gostem de comer. E não teriam se infiltrado em cada país, comprando ou gerenciando indústrias críticas para eles.

Em qualquer crise, a principal obrigação do governo é a vida dos seus cidadãos. Não é proteger a reputação de outros países, não é aumentar o PIB, e certamente não é para o Partido Comunista da China. Mas para a esquerda e sua mídia, a prioridade mais alta de todas parece continuar a ser o politicamente correto e a aprovação da China.

Estamos numa grande guerra contra um inimigo minúsculo. Vamos tentar não sair de casa, vamos lavar as mãos com mais frequência, espirrar na manga ou num papel. Usar alcogel, e o mais difícil, não dar a mão, beijos e abraços e quem sabe não é só o Corona, mas assim também poderemos eliminar outras viroses que andam por aí. Refuah shlemah e saúde para todos.

Imagem: Daily Mail

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